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Vereador Rosses diz que evento na Ufam ‘foi regado a maconha’

Parlamentar do PL rebate críticas e apresenta nova versão sobre confusão em campus universitário
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O vereador coronel Rosses (PL), afirmou nesta quarta-feira (6), durante discurso na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que o evento realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) “foi regado a maconha”. A declaração foi feita ao rebater críticas após o episódio de tensão registrado no campus na última terça-feira (5).

O parlamentar disse que esteve na universidade acompanhando uma professora gestante, que teria se sentido agredida, ameaçada moralmente e perseguida durante a manifestação.

“Teve um episódio de um professor que me chamou de canalha. Mas eu vou investigar a vida dele, porque creio que não seja do Amazonas”, afirmou o vereador.

Rosses também declarou que a manifestação teria sido marcada por “disseminação de violência” e exibiu cartazes que, segundo ele, continham conteúdos de incitação contra o deputado federal Nikolas Ferreira.

Entenda o caso

Um episódio de tensão foi registrado na tarde de terça-feira (5), no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), em Manaus.

O vereador Ubirajara Rosses entrou nas dependências da unidade acompanhado de seguranças e influenciadores digitais, com o objetivo de retirar cartazes afixados por estudantes. A ação gerou reação imediata de alunos e de um professor, resultando em confronto verbal.

Segundo relatos de testemunhas, o parlamentar — oficial da reserva da Polícia Militar — tentou remover materiais com conteúdo político expostos nos corredores do instituto. Entre os temas exibidos estavam críticas a figuras públicas e manifestações relacionadas à causa palestina.

A iniciativa foi contestada por estudantes e pelo professor de história Luiz Antônio Nascimento, que questionaram a legalidade da intervenção dentro de uma instituição federal. Durante a discussão, o docente afirmou que o vereador não teria competência legal para interferir em atividades internas da universidade.

De acordo com pessoas presentes, houve troca de acusações e momentos de tensão, mas não há registro de agressões físicas.

Críticas e reação

Após o episódio, o vereador José Ricardo (PT) criticou, em plenário da CMM, a atuação de Rosses na universidade, afirmando que a postura do parlamentar “ficou feia”.

“Ficou feio para esse vereador”, disse José Ricardo ao comentar a presença do colega em meio à confusão durante a manifestação estudantil.

Resposta na tribuna

Em resposta, Rosses voltou à tribuna e contestou as declarações. O vereador afirmou que esteve na Ufam acompanhado de uma mulher grávida, que teria ido ao local para observar cartazes expostos no mural da instituição.

“Estive na universidade acompanhado de uma mulher grávida que teve a coragem de fazer o que deveria ter sido feito, de pensar diferente”, disse.

Ele também afirmou que a mulher teria sido alvo de “violência gratuita” após se aproximar dos materiais exibidos no campus.

Leia mais: 

‘Ficou feio para esse vereador’, diz José Ricardo após confusão na Ufam

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