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‘Ficou feio para esse vereador’, diz José Ricardo após confusão na Ufam

Parlamentar do PT critica colega do PL por participação em episódio de tensão no campus universitário em Manaus
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O vereador José Ricardo (PT) criticou, durante discurso no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o colega Ubirajara Rosses do Nascimento Júnior, conhecido como coronel Rosses (PL), após o episódio de tensão registrado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus. Segundo José Ricardo, a postura do parlamentar “ficou feia”.

A declaração foi feita em referência à presença de Rosses em um episódio ocorrido durante uma manifestação no campus, onde estudantes defendiam pautas relacionadas a cotas para pessoas trans.

“Ficou feio para esse vereador”, disse José Ricardo ao comentar a atuação do colega em meio à confusão.

Resposta na tribuna

Em resposta, Rosses subiu à tribuna da CMM e contestou as declarações de José Ricardo. O vereador afirmou que esteve na universidade acompanhado de uma mulher grávida, que teria ido ao local observar cartazes expostos no mural da instituição.

“Estive na universidade acompanhado de uma mulher grávida (professora) que teve a coragem de fazer o que deveria ter sido feito, de pensar diferente”, afirmou.

O parlamentar também declarou que a mulher teria sido alvo de “violência gratuita” após se aproximar dos materiais exibidos.

Entenda o caso

Um episódio de tensão foi registrado na tarde de terça-feira (5), no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), em Manaus.

O vereador Ubirajara Rosses entrou nas dependências da unidade acompanhado de seguranças e influenciadores digitais, com o objetivo de retirar cartazes afixados por estudantes. A ação provocou reação imediata de alunos e de um professor, resultando em confronto verbal.

Segundo relatos de testemunhas, o parlamentar — oficial da reserva da Polícia Militar — tentou remover materiais com conteúdo político expostos nos corredores do instituto. Entre os temas exibidos estavam críticas a figuras públicas e manifestações relacionadas à causa palestina.

A iniciativa foi contestada por estudantes e pelo professor de história Luiz Antônio Nascimento, que questionaram a legalidade da intervenção dentro de uma instituição federal. Durante a discussão, o docente afirmou que o vereador não teria competência legal para interferir em atividades internas da universidade.

De acordo com pessoas presentes, houve troca de acusações e momentos de tensão, mas não há registro de agressões físicas.

Ambiente político

O episódio ocorre em meio a um cenário de forte polarização dentro da Ufam. Recentemente, a eleição para a reitoria resultou na vitória de uma gestão que defende a autonomia universitária e se posiciona contra interferências externas.

No ICHL, manifestações políticas são frequentes e, segundo a comunidade acadêmica, amparadas pelo princípio da liberdade de expressão.

Até o fechamento desta edição, nem a reitoria da Ufam nem a Câmara Municipal de Manaus haviam se manifestado oficialmente sobre o caso. O espaço permanece aberto para posicionamento dos envolvidos.

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