Em Pauta nas redes sociais

Buscar no portal...

Manaus,

Notícias

Investigação apura suposto esquema de desvio de recursos e obstrução da Justiça no Amazonas

A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça Weslei Machado e publicada em 12 de abril de 2026.
dinheiro-real-salario-minimo-cedulas-notas-moedas-banco-central
Reprodução/Banco Central

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou uma Notícia de Fato para apurar denúncias graves envolvendo possíveis crimes contra a administração pública no âmbito da Prefeitura Municipal de Humaitá. A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça Weslei Machado e publicada em 12 de abril de 2026.

A investigação teve início após o recebimento de uma denúncia anônima, acompanhada de um vídeo com áudio e degravação, que relata uma reunião ocorrida entre abril e maio de 2024 nas dependências da prefeitura. Segundo o material, teriam participado do encontro o prefeito José Cidenei Lobo do Nascimento, a secretária de Planejamento Ana Cristina Silva Melo, a secretária de Infraestrutura Andrinéia de Lima Silva e menções ao ex-servidor Edivaldo Meireles de Oliveira.

De acordo com o Ministério Público, o conteúdo indica, em tese, a tentativa de alinhar versões e preparar depoimentos a serem apresentados ao órgão ministerial em investigação sobre possível esquema de desvio de recursos públicos. As suspeitas incluem a simulação de processos administrativos, uso de documentos ideologicamente falsos e repasse irregular de valores a agentes públicos e políticos.

A decisão destaca que a gravidade dos fatos vai além de irregularidades administrativas, apontando para a possível existência de uma estrutura organizada voltada à prática de crimes, com divisão de tarefas e uso da máquina pública para fins ilícitos. Entre os crimes em apuração estão organização criminosa, peculato, falsidade ideológica, obstrução de investigação e corrupção de testemunha.

Além disso, o material também registra supostos ataques à honra funcional do próprio promotor, o que levou à abertura de apuração específica por crimes de calúnia, difamação e injúria.

Apesar da gravidade das denúncias, o Ministério Público ressalta que, por se tratar de notícia anônima, é necessária a realização de diligências preliminares para verificar a veracidade das informações antes da adoção de medidas investigativas mais aprofundadas.

Entre as providências determinadas estão a preservação do arquivo audiovisual, análise técnica de sua autenticidade, degravação completa do conteúdo e identificação dos interlocutores. O material será mantido sob rigoroso controle para garantir a cadeia de custódia.

A investigação será encaminhada à 2ª Promotoria de Justiça de Humaitá, responsável por casos envolvendo patrimônio público e improbidade administrativa. Cópias do procedimento também serão enviadas à Procuradoria-Geral de Justiça, chefiada por Leda Mara Nascimento Albuquerque, e à Câmara Municipal, para eventual apuração de crime de responsabilidade.

O Ministério Público enfatizou que, nesta fase inicial, os fatos são tratados como hipóteses a serem confirmadas ou descartadas ao longo das investigações.

Leia mais: 

MPF instaura procedimento para acompanhar reforma de sanitários no Aeroporto de Tabatinga

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clique no vídeo para ativar o som
Clique no vídeo para ativar o som