O governo federal decidiu manter o regime de urgência do projeto que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, mesmo diante de pressões de parlamentares para retirar a medida e destravar a pauta de votações da Câmara dos Deputados. A avaliação do Palácio do Planalto é que a urgência é fundamental para assegurar que a proposta continue entre as prioridades do Congresso Nacional.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, chegou a solicitar ao governo a retirada da urgência constitucional, argumentando que o mecanismo tem dificultado o avanço de outras matérias legislativas. Apesar disso, integrantes do Executivo ainda não demonstraram disposição para atender ao pedido.
Nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido a manutenção da tramitação acelerada por considerar que a retirada da urgência poderia enfraquecer a discussão sobre a redução da jornada de trabalho. O governo entende que o desgaste político causado pelo impasse é menor do que o risco de ver a proposta perder espaço na agenda legislativa.
O projeto enviado ao Congresso prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, a adoção do modelo de trabalho 5×2 — com dois dias de descanso remunerado — e a garantia de que não haverá redução salarial para os trabalhadores.
A proposta se tornou uma das principais bandeiras do governo e deve seguir no centro das discussões políticas nas próximas semanas, enquanto Câmara e Senado buscam um consenso sobre a tramitação e a implementação das novas regras trabalhistas.
Fonte: cnnbrasil






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