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Tratamento humanizado ainda é desafio na luta antimanicomial no Brasil

A luta antimanicomial reforça a importância do acolhimento, da escuta e do cuidado humanizado como pilares fundamentais no tratamento em saúde mental no Brasil.
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© Fernando Frazão/Agência Brasil

Mesmo após os avanços da reforma psiquiátrica no Brasil, o tratamento humanizado em saúde mental ainda enfrenta muitos desafios. A luta antimanicomial, que defende o cuidado digno, acolhedor e respeitoso às pessoas com sofrimento psíquico, continua sendo um tema necessário dentro da sociedade e dos serviços de saúde.

Durante muitos anos, pessoas com transtornos mentais foram afastadas do convívio social e submetidas a internações prolongadas em hospitais psiquiátricos, muitas vezes marcadas por abandono, violência e exclusão. Com o passar do tempo, surgiram movimentos em defesa dos direitos humanos e da valorização da saúde mental de forma mais humanizada, promovendo mudanças importantes no modelo de cuidado.

Na visão da Psicologia, o tratamento vai além do diagnóstico. É necessário enxergar o indivíduo como um ser humano que possui história, emoções, traumas, medos e necessidades emocionais. O acolhimento, a escuta ativa e o apoio familiar são fundamentais no processo terapêutico e na recuperação da saúde mental.

Apesar das conquistas, ainda existem dificuldades relacionadas à falta de profissionais, preconceito social, ausência de estrutura adequada e pouca oferta de atendimento especializado em algumas regiões do país. Muitas famílias também enfrentam dificuldades para compreender os transtornos mentais e oferecer suporte emocional adequado.

A luta antimanicomial reforça a importância de substituir práticas de exclusão por estratégias de cuidado baseadas na empatia, no respeito e na inclusão social. O fortalecimento dos serviços comunitários e do acompanhamento psicológico contribui para que o paciente tenha mais autonomia, dignidade e qualidade de vida.
Falar sobre saúde mental é também falar sobre humanidade. O cuidado psicológico humanizado continua sendo uma necessidade urgente para garantir direitos, reduzir o preconceito e promover uma sociedade mais acolhedora para todos.

 

Texto adaptado com base em informações da Agência Brasil, com análise psicológica de Lazinha Martins.

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