O deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a produtora responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgaram nota nesta semana negando que o banqueiro Daniel Vorcaro tenha participado financeiramente da produção cinematográfica.
As declarações de Frias, produtor executivo do longa, e da Goup Entertainment divergem do teor de nota divulgada anteriormente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em mensagens reveladas pelo site Intercept Brasil e confirmadas pelo Estadão, Flávio aparece solicitando recursos a Vorcaro no fim do ano passado.
Na manifestação pública, o senador admitiu ter pedido dinheiro ao banqueiro e afirmou que o contato ocorreu em razão de “atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”. A declaração abriu margem para a interpretação de que Vorcaro já teria assumido compromissos financeiros relacionados à obra.
Em resposta, Mário Frias negou qualquer participação do banqueiro no financiamento do projeto. Segundo o parlamentar, “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”. O deputado acrescentou que, mesmo que houvesse investimento do empresário, a relação seria “estritamente privada”, sem uso de recursos públicos.
A Goup Entertainment reiterou o posicionamento. Em nota, a produtora afirmou que, entre os investidores do longa-metragem, “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob seu controle societário”.
A empresa também informou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária no filme nem na produtora. De acordo com a nota, o senador limitou-se a ceder os direitos de imagem da família Bolsonaro e colaborar na aproximação de potenciais investidores interessados na produção.
Descrito pela produtora como uma “superprodução em padrão hollywoodiano”, Dark Horse é financiado integralmente com capital privado e tem lançamento previsto para setembro deste ano.
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