O envio da maior parte do petróleo extraído no Polo de Urucu, em Coari (AM), para refinarias em São Paulo, em vez de processamento local, tem contribuído para o alto custo da gasolina em Manaus. A avaliação é do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro), apresentada nesta quarta-feira (29) durante sessão na Câmara Municipal de Manaus.
Segundo a entidade, a mudança na logística ocorreu após a privatização da Refinaria Isaac Sabbá (Ream), no fim de 2022. Desde então, a unidade deixou de atuar prioritariamente no refino de petróleo e passou a operar principalmente como terminal logístico e de mistura de derivados.
De acordo com o sindicato, o petróleo produzido no Polo de Urucu — uma das principais bases de produção terrestre da Petrobras — vem sendo transportado para outras regiões do país para processamento. Posteriormente, os combustíveis refinados retornam ao Amazonas, encarecidos pelos custos de transporte e distribuição.
A entidade argumenta que esse modelo impacta diretamente o preço final ao consumidor em Manaus, que já enfrenta um dos combustíveis mais caros entre as capitais brasileiras. Para os representantes dos trabalhadores, a perda da capacidade local de refino reduziu a autonomia energética do estado e aumentou a dependência de cadeias logísticas mais longas e onerosas.
Durante a sessão, parlamentares discutiram possíveis medidas para mitigar os efeitos do aumento nos preços, incluindo a ampliação do debate sobre a política de abastecimento na região e a necessidade de maior transparência na formação dos valores cobrados nas bombas.
O tema deve seguir em discussão nas próximas semanas, com a expectativa de novos posicionamentos de autoridades e representantes do setor energético sobre o impacto da atual dinâmica de refino e distribuição de combustíveis no Amazonas.
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