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Dino e Mendonça conduzem investigações distintas sobre financiamento de filme de Bolsonaro

Produção da cinebiografia "Dark Horse" é alvo de duas apurações da Polícia Federal; defesa de Flávio Bolsonaro pede unificação dos casos no STF
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Foto: Brasil 247

O financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passou a ser investigado em duas frentes distintas da Polícia Federal, ambas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas sob relatorias diferentes. Enquanto uma das apurações está sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, a outra é conduzida pelo ministro André Mendonça.

Embora tenham como objeto o mesmo filme, as investigações partem de suspeitas diferentes e tramitam em procedimentos independentes. Diante desse cenário, a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou pedido para que os dois casos sejam reunidos sob a relatoria de André Mendonça.

A investigação conduzida por Flávio Dino teve origem nas apurações sobre possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Durante o andamento desse procedimento, surgiram questionamentos sobre recursos que teriam sido utilizados no financiamento da produção cinematográfica.

Entre os valores analisados estão R$ 2 milhões destinados ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina da Gama, que também é responsável pela produtora do filme, ainda sem data de estreia.

A inclusão do longa-metragem nas investigações ocorreu após os deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Henrique Vieira (Psol-RJ) solicitarem ao Supremo a apuração da aplicação dos recursos destinados ao instituto, no âmbito da ação que discute a transparência na execução das emendas parlamentares.

Já a investigação relatada por André Mendonça tem origem em outro contexto. O ministro é responsável pelos inquéritos que apuram suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.

Foi durante essa investigação que surgiram indícios de que recursos ligados a Vorcaro poderiam ter sido destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, ampliando o alcance das apurações sobre a produção.

Com isso, a Polícia Federal passou a investigar o financiamento da cinebiografia por caminhos distintos: um relacionado à aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares e outro vinculado às suspeitas envolvendo operações financeiras investigadas no caso Banco Master.

A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que, por tratarem do mesmo objeto, as investigações devem tramitar de forma unificada, evitando decisões conflitantes e garantindo maior segurança jurídica ao processo. O pedido será analisado pelo Supremo Tribunal Federal.

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