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Com 160 milhões de pets, brasileiros passam a buscar produtos de limpeza mais seguros

Segundo a Abinpet, a população pet segue em crescimento no Brasil, movimento que vem transformando hábitos de consumo e a relação dos brasileiros com a limpeza doméstica
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Divulgação

A relação dos brasileiros com a limpeza doméstica vem mudando à medida que os pets ocupam um espaço cada vez maior dentro dos lares. Mais do que manter os ambientes organizados, consumidores passaram a buscar produtos que ofereçam praticidade, perfumação prolongada, sensação de bem-estar e, principalmente, segurança para os animais. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil possui entre 150 e 160 milhões de pets. O cenário acompanha mudanças no comportamento de consumo, em que a limpeza doméstica passa a refletir prioridades ligadas ao cuidado, ao conforto e à convivência dentro de casa. Nesse contexto, cresce a procura por fórmulas eficientes na higienização sem comprometer a qualidade de vida dos animais de estimação.

Um ponto de atenção está na composição dos produtos de limpeza. Substâncias comuns no cotidiano, como o cloro, podem ser prejudiciais aos animais. O contato com esses componentes, seja pela lambedura de superfícies, pelo toque das patas ou pela inalação de partículas químicas, pode causar irritações, alergias, problemas respiratórios, queimaduras e até casos mais graves de intoxicação, comprometendo a saúde dos bichos de estimação.

A escolha dos produtos utilizados no ambiente doméstico merece atenção. Isso porque os animais domésticos, especialmente os cães, possuem um olfato muito mais sensível do que o dos humanos. De acordo com o artigo “A capacidade e a precisão olfativa dos cães a serviço do homem”, os cães possuem uma estrutura olfativa mais desenvolvida do que a dos humanos. Enquanto a área responsável pela percepção de odores ocupa cerca de 8% da cavidade nasal humana, nos cães ela pode chegar a aproximadamente 50%, tornando os animais muito mais sensíveis aos cheiros. Essa diferença faz com que fragrâncias consideradas agradáveis para os tutores possam ser intensas ou até desconfortáveis para os pets.

Segundo Marcos Santana, gerente de marketing da Casa K&M, os consumidores passaram a observar com mais atenção os produtos utilizados em ambientes compartilhados com animais. “Os tutores hoje são investigadores de rótulos. Eles entenderam que o cloro e fragrâncias excessivas, embora limpem, podem ser agressivos para quem vive a poucos centímetros do chão. O mercado precisou evoluir da limpeza pesada para a limpeza segura”, afirma.

Mercado responde ao crescimento pet

Esse cenário já impacta o mercado de limpeza doméstica. Com o Brasil ocupando a terceira posição no ranking global de população pet, segundo o Instituto Quaest (2024), cresce a procura por soluções desenvolvidas para ambientes compartilhados com animais de estimação. A demanda tem levado empresas do setor a investir em fórmulas mais suaves, alinhadas ao bem-estar dos pets e à rotina dos tutores.

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