O Banco Central do Brasil deu início ao novo ecossistema de duplicatas escriturais, um sistema que marca um avanço na digitalização das operações de crédito no país. A iniciativa estabelece um ambiente eletrônico para registro, controle e negociação desses títulos, ampliando a rastreabilidade das operações financeiras.
A proposta do Banco Central é aumentar a transparência nas transações envolvendo duplicatas, reduzir riscos de fraudes e evitar a duplicidade de recebíveis. Com isso, a autoridade monetária busca fortalecer a segurança jurídica do sistema e melhorar as condições de concessão de crédito.
Segundo o BC, a estrutura digital também deve contribuir para a redução do custo do crédito ao longo do tempo, ao diminuir assimetrias de informação entre empresas, instituições financeiras e investidores.
O sistema cria uma infraestrutura padronizada para o acompanhamento das duplicatas durante todo o seu ciclo de vida, permitindo maior controle sobre sua emissão, circulação e liquidação.
A implementação do ecossistema faz parte de um conjunto de medidas de modernização do mercado financeiro brasileiro e deve impactar diretamente empresas que utilizam recebíveis como garantia, além de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) e instituições financeiras.
O lançamento oficial ocorreu no auditório do Banco Central, em Brasília, com participação de autoridades do setor econômico e representantes do governo.
Fonte: Veja







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