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Amazonas reduz analfabetismo, Mas aumenta o número de idosos analfabetos.

Mas os idosos analfabetos de 60 anos ou mais, passaram de 60 para 68 mil, no mesmo período.
Brasil, São Paulo, SP. 24/04/2007. Vista da fachada da Sede do IBGE em São Paulo, no bairro do Itaim Bibi, zona sul da capital paulista. - Crédito:PAULO PINTO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:162262

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje os resultados do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referente ao ano de 2025. O relatório traz um diagnóstico abrangente sobre a evolução da alfabetização no país. Embora o índice nacional de analfabetismo tenha apresentado recuo, caindo para 4,9% entre a população de 15 anos ou mais, o Brasil ainda convive com profundos abismos geográficos e geracionais. Já o Amazonas reduziu sua taxa de analfabetos entre 2016 e 2025, de 6,6% para 4,3%. Mas os idosos analfabetos de 60 anos ou mais, passaram de 60 para 68 mil, no mesmo período.

A disparidade entre as Unidades da Federação (UFs) evidencia que o avanço educacional não ocorre de maneira uniforme pelo território nacional. No topo do ranking de alfabetização, impulsionado pelas regiões Sul e Sudeste, destaca-se Santa Catarina, com a menor taxa de analfabetismo do país: apenas 1,5% para pessoas com 15 anos ou mais. O Rio de Janeiro aparece logo em seguida com 1,6%, acompanhado de perto pelo São Paulo, que registrou 1,9%.

Na outra ponta da tabela, os estados do Nordeste ainda enfrentam os maiores desafios estruturais. As taxas mais elevadas de analfabetismo foram registradas em Alagoas e no Piauí, ambos empatados com 13,1% da população de 15 anos ou mais sem saber ler ou escrever. A Paraíba aparece na sequência com 11,6%, evidenciando a necessidade de políticas públicas focalizadas para essas regiões.

O relatório da PNAD Contínua 2025 joga luz sobre um problema histórico do sistema educacional brasileiro: o analfabetismo na terceira idade. Quando analisada a população com 60 anos ou mais, os números disparam em todas as UFs, revelando um contingente que ficou à margem do processo de escolarização no passado.

Enquanto em Santa Catarina a taxa de analfabetismo entre os idosos é de 4,0%, no Piauí esse índice atinge alarmantes 35,2%. Em Alagoas, o percentual chega a 35,1%. Isso significa que mais de um terço da população idosa desses estados permanece sem o domínio da leitura e da escrita básica.

Amazonas

O estado do Amazonas serve como um retrato fiel dos desafios logísticos e educacionais da Região Norte. De acordo com a pesquisa, o estado registrou uma taxa de analfabetismo de 5,7% na população de 15 anos ou mais. O índice posiciona o Amazonas abaixo da média nacional (4,9%) e em uma situação intermediária dentro de sua própria região: está em patamar mais confortável que o Acre (8,9%) e o Pará (6,2%), porém atrás do Amapá (4,5%).

O cenário amazonense torna-se ainda mais crítico ao observar a população idosa. Entre os moradores do Amazonas com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo salta para 15,2%. Na prática, quase um em cada seis idosos no estado é considerado analfabeto.

 

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Amazonas Idades

Os novos dados da PNAD Contínua: Educação 2025, divulgados pelo IBGE, trazem um diagnóstico detalhado sobre a evolução social do Amazonas nos últimos nove anos. Ao cruzar as informações do relatório nacional com os registros em números absolutos do arquivo “Analfabetas_Grupo Idade_2016_2025_AM.xlsx”, observa-se um cenário de dupla realidade: o estado avança significativamente na escolarização das novas gerações, mas enfrenta um desafio crescente com o envelhecimento de sua população vulnerável.

No indicador geral, que abrange a população de 15 anos ou mais, o Amazonas registrou uma vitória importante. O contingente de analfabetos recuou de 173 mil pessoas em 2016 para 135 mil em 2025 — uma redução expressiva de 22%. Esse avanço foi suficiente para manter a taxa de analfabetismo do estado em 5,7%, posicionando-o em uma situação intermediária e mais favorável na Região Norte quando comparado a estados vizinhos como o Pará (6,2%) e o Acre (8,9%).

O principal motor por trás dessa redução foi a expressiva queda do analfabetismo nas faixas etárias mais jovens e adultas. Ao isolar o grupo de 18 anos ou mais, o número de pessoas que não sabem ler ou escrever caiu de 170 mil para 134 mil, representando um recuo de 21%.

Esse comportamento se reflete de forma encadeada nos demais recortes geracionais extraídos da planilha: 25 anos ou mais: O total de analfabetos caiu de 163 mil para 129 mil (queda de 20,9%). 40 anos ou mais: O contingente recuou de 132 mil para 117 mil (redução de 11,4%).

Esses indicadores provam que o fluxo de entrada de novos analfabetos no estado está sendo estancado. As gerações que hoje ingressam na idade adulta e no mercado de trabalho tiveram um acesso substancialmente maior à alfabetização básica do que seus pais e avós.

Na contramão de todas as faixas etárias mais jovens, o número absoluto de analfabetos com 60 anos ou mais registrou um aumento de 13,3% no Amazonas. Em 2016, o estado contabilizava 60 mil idosos analfabetos; em 2025, esse número saltou para 68 mil pessoas.

Hoje, a taxa de analfabetismo entre os idosos no Amazonas atinge 15,2%, o que significa que uma boa parcela dos idosos amazonenses não consegue ler ou escrever um bilhete simples.

O panorama traçado pela PNAD Contínua 2025 deixa claro que o analfabetismo no Amazonas mudou de perfil. Ele deixou de ser um problema generalizado para se tornar um desafio eminentemente geracional e concentrado na terceira idade.

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Manaus, 19.06.2025

IBGE – Superintendência Estadual no Amazonas

SDI – Disseminação de Informações

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