Durante discussão em plenário nesta quarta-feira (10), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Saimon Bessa (União Brasil) sugeriu que a Prefeitura de Manaus rompa o contrato com a concessionária Águas de Manaus.
A proposta do vereador foi feita durante a votação do projeto que trata da Política Municipal de Saneamento Básico e do Plano Municipal de Saneamento Básico de Manaus (PMSBM), que foi aprovado por 14 votos favoráveis.
Saimon disse que a Águas de Manaus presta um desserviço a Manaus.
“Precisamos fazer um estudo para romper o contrato com a Águas de Manaus”, disse o vereador.
O parlamentar afirmou que existem locais de caixas d’água abandonadas pela empresa e que teriam se tornado pontos de uso por usuários de drogas.
O vereador Rodrigo Guedes (PP) afirmou que a Águas de Manaus destrói as ruas e, logo em seguida, realiza um trabalho de péssima qualidade no asfaltamento.
“Ninguém sabe se está havendo tratamento de esgoto. A população paga para instalar os hidrômetros em até 80 parcelas de R$ 20, depois paga taxa de esgoto sem saber se há, de fato, esse serviço”, disse o vereador.
O vereador José Ricardo (PT) afirmou que o município deveria debater mais o assunto antes de aprovar qualquer projeto “a toque de caixa”.
“Esta Casa omite ao aprovar um projeto a toque de caixa, sem ouvir especialistas ou pessoas que estiveram envolvidas na construção dessa proposta”, afirmou o parlamentar.
Segundo o vereador, o projeto fala em coleta, mas não menciona tratamento de esgoto.
O vereador Alan Campêlo (Podemos) afirmou que a Águas de Manaus vem trabalhando e já atingiu mais de 40% de cobertura de tratamento de esgoto.
Em contraponto ao colega, o vereador Dione Carvalho (Agir) afirmou que esteve “in loco” e que, nas visitas pela cidade de Manaus, constatou que a Águas de Manaus não tem atendido às expectativas da população manauara.
“Sem contar que não estou falando das porcarias que a Águas de Manaus faz com as ruas da cidade”, disse o vereador.
O vereador Saimon Bessa (União Brasil) acompanhou o colega Dione e afirmou que a concessionária vem “acabando com as ruas de Manaus”.
“Os moradores se sentem injustiçados. Sem contar que existem diversos moradores que pagam taxa de esgoto sem receber o tratamento. Posso provar isso, pois tenho vários processos de pessoas que ganharam ações para não pagar a taxa de esgoto”, disse o vereador.
O parecer pela aprovação do projeto foi aprovado com votos contrários dos vereadores José Ricardo, Rodrigo Guedes, Rodrigo Sá (PP), Ivo Neto (Agir), Saimon Bessa, Sargento Salazar (PL), Capitão Carpê (PL), Raiff Matos (PL) e Coronel Rosses (PL).
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