Primeiro dia de paralisação de aulas presenciais tem participação da categoria e fechamento de escolas

Primeiro dia de paralisação de aulas presenciais tem participação da categoria e fechamento de escolas

Da redação 

 

A falta de diálogo com o Governo do Estado levou a categoria a aderir à paralisação das aulas presenciais na rede estadual de ensino. Desde a semana passada, trabalhadores divulgam adesão ao movimento que inicia hoje em Manaus. O SINTEAM enviou ofício à SEDUC e ao governador Wilson Lima para uma audiência mas até o momento a resposta é o silêncio.

Desde o dia 10 de agosto, data do reinício das aulas no ensino médio, o sindicato denuncia descumprimento do protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS), testes insuficientes para servidores, falta de teste para alunos, falta de EPI’s, escolas sem ventilação adequada, funcionários trabalhando mesmo com comorbidade temendo perder benefícios, falta de sanitização nas escolas, gestores omitindo casos positivos, entre outros problemas.

“A categoria trabalha com medo ao ver os casos de covid-19 aumentando dentro das escolas. Muitas tiveram queda no número de trabalhadores ou por apresentarem comorbidades ou por estarem afastados por causa da contaminação pelo novo coronavírus e mesmo assim mantém os alunos como forma de passar uma imagem perfeita mas as aulas não acontecem”, disse a presidente do SINTEAM, Ana Cristina Rodrigues.

Os trabalhadores defendem a manutenção das aulas remotas, como vinha acontecendo por toda a quarentena. Em assembleia geral realizada na semana passada com 300 pessoas, a categoria decidiu manter apenas as aulas remotas para evitar a proliferação de covid-19 nas escolas que vêem o avanço da doença dentro da comunidade escolar.