A Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A arma foi localizada em Caxias do Sul (RS), entregue espontaneamente à delegacia da corporação no município e permanece sob custódia da PF até nova determinação.
Segundo informações da Polícia Federal, a espingarda estava na residência do proprietário de uma empresa importadora de artigos bélicos. O armamento constava na relação de armas cuja localização foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente, em Brasília.
De acordo com integrantes da PF, o empresário informou que a arma era originalmente de sua propriedade e havia sido transferida legalmente para Jair Bolsonaro. No entanto, afirmou que não conseguiu realizar a entrega ao ex-presidente e, como o registro já estava em nome do novo proprietário, não poderia transportá-la sem observar as exigências previstas na legislação.
Ainda segundo a corporação, o empresário decidiu entregar voluntariamente a espingarda após tomar conhecimento, por meio da imprensa, de que o armamento constava entre os itens procurados pelas autoridades.
A apreensão ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro, em Brasília. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes com o objetivo de localizar armas, munições e documentos relacionados ao registro dos armamentos.
Durante cerca de uma hora, os agentes realizaram buscas em diversos cômodos da residência, incluindo quartos e gavetas, mas nenhuma das armas relacionadas no mandado foi encontrada no imóvel.
Na decisão que autorizou a operação, Moraes apontou a existência de um “desencontro de informações” sobre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente, bem como sobre a localização e a situação desses armamentos.
O advogado João Henrique Freitas, que representa Jair Bolsonaro, criticou a ação da Polícia Federal. Em nota, afirmou ser “lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”.
A investigação prossegue para esclarecer a localização dos demais armamentos relacionados no processo e verificar a regularidade da documentação apresentada.
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