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Manaus é a única capital onde cesta básica fica mais barata

Redução de 0,29% foi influenciada principalmente pela queda no preço dos legumes; café e feijão também ajudaram a aliviar o orçamento das famílias, segundo levantamento da Neogrid e FGV IBRE.
Agência Brasil

Manaus foi a única das oito capitais brasileiras pesquisadas a registrar redução no preço da cesta básica em setembro de 2026. O custo médio dos alimentos caiu 0,29%, passando de R$ 864,36, em agosto, para R$ 861,85 no mês seguinte. O resultado ocorreu na contramão das demais cidades, que apresentaram aumento, impulsionado principalmente pela alta dos legumes e do arroz.

Um dos principais fatores que contribuíram para a redução em Manaus foi o comportamento dos legumes, cujos preços recuaram 4,37%. A capital amazonense foi a única do levantamento a registrar queda nessa categoria. Nas outras sete cidades pesquisadas, os aumentos chegaram a 41,63%, em Belo Horizonte.

O café e o feijão também ajudaram a conter os gastos dos consumidores manauaras. Os preços dos dois produtos caíram 0,12% e 0,94%, respectivamente. Por outro lado, o arroz apresentou alta de 0,82%, enquanto o óleo subiu 1,54%, a maior variação positiva entre os principais itens destacados na capital.

Com a redução, Manaus passou a ter uma cesta básica mais barata que as de Brasília, onde o custo chegou a R$ 868,04, e Salvador, com R$ 868,62. Apesar do recuo mensal, o valor registrado em setembro ainda ficou acima do observado em abril, indicando que a redução recente não eliminou a elevação acumulada ao longo do período.

Contramão do cenário nacional

Enquanto Manaus apresentou queda, Curitiba registrou o maior aumento entre as capitais, com alta de 3,37%. Salvador teve elevação de 2,70%, seguida por Fortaleza (2,50%), Belo Horizonte (2,28%), São Paulo (2,23%), Rio de Janeiro (1,35%) e Brasília (1,04%).

São Paulo permaneceu como a capital com a cesta básica mais cara do país, com custo de R$ 995,65, próxima da marca de R$ 1 mil. Na outra ponta, Belo Horizonte apresentou o menor valor, de R$ 770,46.

O levantamento também mostrou que o arroz ficou mais caro em todas as cidades pesquisadas. As maiores altas foram registradas em Brasília (10,62%) e Belo Horizonte (9,60%). Já o café apresentou redução nas oito capitais, com destaque para Belo Horizonte, onde o recuo chegou a 6,25%.

Redução também na cesta ampliada

O movimento de queda também foi observado na cesta de consumo ampliada em Manaus. O custo passou de R$ 1.910,37, em agosto, para R$ 1.908,07 em setembro, uma redução de 0,12%. A capital amazonense foi novamente a única a apresentar resultado negativo entre as oito cidades monitoradas.

Apesar da queda no conjunto, alguns produtos ficaram mais caros. O vinho registrou aumento de 6,31%, a maior variação individual entre os itens destacados na cesta ampliada em todas as capitais. Os snacks e salgadinhos também tiveram alta de 2,77%.

Em nível nacional, Curitiba apresentou o maior aumento da cesta ampliada, de 2,12%, enquanto o Rio de Janeiro permaneceu com o maior custo, de R$ 2.215,99. A cesta mais barata foi registrada em Curitiba, a R$ 1.827,74.

Preços ainda exigem atenção

Para Marcelo Alves, head de Insights da Neogrid, as oscilações nos preços dos alimentos reforçam a necessidade de acompanhamento constante da oferta e da demanda. Segundo o executivo, o varejo precisa utilizar dados para antecipar movimentos de consumo, planejar a reposição e evitar a falta de produtos nas prateleiras.

A pesquisa Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE é realizada com base na análise mensal de mais de 35 milhões de notas fiscais. O monitoramento acompanha os preços de duas modalidades de cestas de consumo em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

A cesta básica reúne 22 alimentos presentes nas compras dos consumidores, enquanto a cesta ampliada contempla mais de 50 produtos, incluindo bebidas e itens de higiene, limpeza e beleza.

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