O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realizou, entre os dias 26 e 27 de outubro, as primeiras atividades para elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Tefé, no Amazonas. A agenda incluiu reuniões com representantes da prefeitura e do estado, diálogo com moradores e lideranças comunitárias e atividades educativas para a rede escolar. O trabalho é realizado em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades e tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre as áreas de risco do município para subsidiar ações de prevenção de desastres.
Na segunda-feira (26), a equipe do SGB se reuniu com representantes da gestão municipal e estadual e, na terça-feira (27/10), foi realizada uma conversa com a comunidade, na Câmara Municipal de Tefé. Os encontros se destinaram a apresentar as etapas de elaboração do plano, esclarecer dúvidas e reunir informações sobre situações de risco observadas pela população. A participação dos moradores é importante para contribuir com o diagnóstico e indicar locais que merecem atenção das equipes técnicas.
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Além das reuniões, os pesquisadores do SGB realizaram atividades numa escola para abordar os riscos geológicos e hidrológicos e a prevenção de desastres com os alunos. A partir de 3 de novembro, começam os trabalhos de campo de mapeamento das áreas de risco, com o apoio da Defesa Civil e da comunidade.
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Por que o município de Tefé foi escolhido?
Tefé enfrenta desafios relacionados às inundações associadas às grandes cheias dos rios Tefé e Solimões. Conforme informações de relatório preliminar, o município tem registrado ocorrências desse tipo ao longo dos últimos dez anos, em um cenário influenciado pelas características naturais do território e pela ocupação urbana. O último estudo desta natureza realizado no município é de 2022 e vai agora ser atualizado pelos novos levantamentos.
Os riscos estão relacionados principalmente à interação entre o relevo plano, a dinâmica hídrica do rio Solimões e as encostas com maior inclinação no entorno do Lago de Tefé. As inundações estão associadas à variação do nível das águas do Solimões, que pode represar o escoamento e elevar o nível do lago durante as cheias mais intensas.
Já os deslizamentos podem ocorrer principalmente nos trechos em que as encostas apresentam inclinações mais acentuadas. A identificação e a análise dessas condições permitem compreender a distribuição dos riscos e orientar medidas adequadas às características locais.
Plano Municipal de Redução de Riscos
Os Planos Municipais de Redução de Riscos são instrumentos técnicos elaborados pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades. O objetivo é apoiar os municípios na prevenção de desastres, no planejamento urbano e na definição de prioridades para futuras intervenções.
O trabalho identifica áreas de riscos geológicos e hidrológicos, delimita e classifica os setores e avalia a população potencialmente exposta. Com base nos levantamentos de campo, em dados técnicos e nas informações fornecidas pelo poder público, pela Defesa Civil e pelos moradores, o plano também propõe medidas estruturais e não estruturais para eliminar os riscos existentes.
A participação social é parte importante desse processo, pois os relatos da população ajudam a contextualizar as ocorrências e a compreender como os eventos afetam diferentes áreas do município.
Conheça as etapas do PMRR
Você sabe como é elaborado um Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)? Confira, no infográfico abaixo, as principais etapas do processo, desde o planejamento até a entrega do documento que orienta ações para reduzir os riscos de desastres nos municípios.
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