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Indústria brasileira lança o primeiro extrato líquido de Pinus pinaster fabricado em escala no país

O mercado brasileiro de suplementos cresceu 43% no primeiro trimestre de 2024 e caminha para atingir R$ 13,8 bilhões até 2030
Foto: Divulgação

Hayfar desenvolveu base líquida exclusiva que potencializa a absorção dos princípios ativos do pinheiro marítimo francês, ativo com mais de 100 ensaios clínicos publicados e eficácia comprovada para saúde cardiovascular, cognitiva e metabólica

O mercado brasileiro de suplementos cresceu 43% no primeiro trimestre de 2024 e caminha para atingir R$ 13,8 bilhões até 2030, impulsionado por uma tendência global que aponta os formatos líquidos como o futuro da suplementação. É nesse cenário que a Hayfar, indústria brasileira de suplementos, torna-se a primeira empresa do país a produzir Pinus pinaster em formato líquido em escala industrial. O produto, comercializado em gotas com concentração de 250 mg/ml e padronização em 95% de procianidinas, tem melhor absorção do que os produtos tradicionalmente comercializados em cápsulas ou comprimidos. O diferencial técnico está em uma base líquida exclusiva desenvolvida pela própria Hayfar, projetada para potencializar a absorção dos princípios ativos desde o primeiro momento da ingestão.

O Pinus pinaster, pinheiro marítimo nativo do litoral mediterrâneo, acumula uma das mais robustas bases científicas entre os ativos naturais. Em 2024, uma revisão publicada na revista Frontiers in Nutrition compilou 39 ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo, envolvendo 2.009 participantes, e confirmou benefícios comprovados sobre saúde cardiovascular, função cognitiva, saúde articular, pele, visão, saúde feminina e performance esportiva. Em 2012, um ensaio publicado no European Heart Journal demonstrou melhora significativa da função endotelial em pacientes com doença arterial coronariana após oito semanas de suplementação, efeito atribuído à redução do estresse oxidativo e ao aumento da produção de óxido nítrico pelos vasos sanguíneos. No campo da cognição, um estudo duplo-cego com 101 idosos entre 60 e 85 anos demonstrou melhora expressiva na memória de trabalho e redução de biomarcadores de dano oxidativo cerebral após três meses de uso contínuo. Apesar de toda essa evidência acumulada, o ativo chegou ao consumidor brasileiro por anos apenas em cápsulas.

A diferença entre concentração e absorção é um ponto central da farmacologia aplicada à suplementação. Uma revisão de farmacocinética publicada em 2024 na Frontiers in Nutrition demonstrou que parte significativa dos compostos ativos do Pinus pinaster, especialmente as procianidinas de cadeia mais longa, apresenta absorção intestinal limitada quando administrada em formas sólidas convencionais. Os compostos de baixo peso molecular, como catequina, ácido caféico e taxifolina, são rapidamente absorvidos no intestino delgado. Já os oligômeros e polímeros de procianidinas dependem da degradação pela microbiota intestinal para se tornarem biodisponíveis, um processo que pode ser otimizado pelo veículo de entrega. “A absorção depende não apenas da concentração, mas do veículo. Um princípio ativo de alta pureza em uma forma farmacêutica mal absorvida desperdiça boa parte do seu potencial”, afirma Dr. André Mota, farmacêutico responsável pela formulação da Hayfar. A base líquida desenvolvida internamente pela Hayfar foi formulada justamente para contornar esse gargalo, mantendo os 95% de procianidinas em um meio que favorece o contato dos ativos com a mucosa gastrointestinal desde o primeiro momento da ingestão.

O caminho do Pinus pinaster até virar suplemento envolve etapas técnicas que costumam ser invisíveis para o consumidor final. A casca do pinheiro marítimo passa por processos de extração que isolam os compostos bioativos e os concentram em um extrato seco, em forma de pó. Esse pó é então adquirido por indústrias farmacêuticas e de suplementos, que decidem como transformá-lo em produto acabado: cápsulas, comprimidos, sachês ou, no caso da Hayfar, gotas. A Hayfar trabalha com extrato seco padronizado em 95% de procianidinas e, em sua fábrica, realiza a transformação para o formato líquido preservando essa mesma concentração. “O que diferencia um produto do outro não é só a matéria-prima de origem, é o que cada fabricante faz com ela. A escolha do veículo, da concentração e do processo de manipulação industrial define o que realmente chega ao organismo do consumidor”, explica Dr. André Mota.

Até o lançamento da Hayfar, brasileiros que buscavam Pinus pinaster em formato líquido dependiam de farmácias de manipulação, que produzem tinturas e extratos fluidos sob prescrição e em pequena escala, sem padronização industrial consistente entre lotes. A versão da Hayfar é a primeira fabricada em escala industrial com notificação ANVISA, rastreabilidade completa e controle rigoroso de qualidade, atributos que aproximam o suplemento dos critérios técnicos exigidos para produtos farmacêuticos. O produto chega ao mercado sem corantes artificiais, sem conservantes e sem cápsula gelatinosa, tornando-se também uma alternativa para consumidores veganos e para protocolos de dosagem personalizada por gotas.

Ao reunir formato líquido fabricado em escala industrial, padronização em 95% de procianidinas e uma base de absorção desenvolvida internamente, a Hayfar coloca o Brasil na fronteira técnica da suplementação baseada em evidências. “A ciência avança quando o produto também avança. Nosso compromisso é colocar na prateleira o que já está consolidado nos artigos científicos, com a qualidade que o consumidor brasileiro merece”, afirma Dr. André Mota. Para um setor historicamente dependente de matérias-primas importadas e formatos padronizados, o lançamento representa não apenas um produto novo, mas uma nova régua para o mercado.

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