A busca por autonomia e o interesse em realizar reformas residenciais motivaram 72,8% das participantes dos cursos de capacitação promovidos pelo Instituto Mulher em Construção (IMEC). Segundo levantamento da instituição, 90% das alunas aplicam os conhecimentos adquiridos no cotidiano, principalmente em reformas na própria casa (75,8%) e em melhorias realizadas para familiares ou vizinhos (34,7%).
Além do impacto na vida pessoal, a capacitação também tem refletido na trajetória profissional. Entre as participantes, 17,2% passaram a gerar renda por meio de serviços autônomos e 16,5% ingressaram no mercado formal da construção civil. No estado de São Paulo, esse índice chega a 39,2%, demonstrando o potencial da qualificação para ampliar as possibilidades de inserção e desenvolvimento na carreira.
Os efeitos também aparecem nos indicadores econômicos. Antes da formação, 23,9% das entrevistadas não exerciam atividade remunerada. Após os cursos, 15,7% iniciaram um trabalho remunerado e 22,4% relataram melhora nas condições de trabalho e de renda. No aspecto pessoal, 72,2% afirmaram ter conquistado maior independência, enquanto mais de 80% relataram mudanças positivas na autopercepção e na confiança para executar atividades antes consideradas inacessíveis.
Enquanto a qualificação ganha espaço, o mercado também segue aquecido. Levantamento do Banco Nacional de Empregos (BNE) mostra que a função com maior volume de oportunidades abertas na construção civil é a de técnico em segurança do trabalho, com 30.619 vagas. Em seguida aparecem pedreiro (17.475), servente de obras (8.722), pintor (8.018), engenheiro civil (7.696), analista de qualidade (7.176), inspetor de qualidade (6.856) e arquiteto (5.192).
A procura por recolocação profissional acompanha essa tendência. No primeiro semestre de 2026, técnico em segurança do trabalho liderou o número de inscrições, com 3.136 candidatos, seguido por arquiteto (2.057) e engenheiro civil (1.876). No mesmo período de 2025, os maiores volumes também se concentraram nessas carreiras: 7.221 inscrições para técnico em segurança do trabalho, 5.442 para engenheiro civil e 2.782 para arquiteto.
Outro dado levantado pelo BNE mostra que as buscas por vagas na construção civil aqui permanecem concentradas em funções técnicas e de gestão de obras. Entre as usuárias da plataforma, os cargos mais pesquisados são técnico em segurança do trabalho (4.077 pesquisas), arquiteto (3.823), engenheiro civil (3.205) e analista de qualidade (1.061).
Na divisão geográfica, o Paraná concentra o maior volume de interesse por oportunidades no setor, com 4.098 pesquisas, seguido por Minas Gerais (1.785), São Paulo (1.575), Rio de Janeiro (1.047) e Santa Catarina (1.046). O levantamento indica demanda constante por profissionais qualificados, especialmente nas áreas ligadas à segurança do trabalho, engenharia, arquitetura e gestão da qualidade.
Para José Tortato, especialista em mercado de trabalho e COO do BNE, os dados mostram que a construção civil passa por uma transformação no perfil das oportunidades. “A construção civil vem ampliando o espaço para profissionais com qualificação técnica e especializada. Além das funções operacionais, cresce a demanda por áreas como segurança do trabalho, qualidade, engenharia e arquitetura, o que abre novas possibilidades de desenvolvimento profissional para diferentes perfis de trabalhadores.”
Sobre o Banco Nacional de Empregos
Há mais de 20 anos no mercado, o Banco Nacional de Empregos (BNE) é um dos sites de currículos mais importantes do Brasil. O principal objetivo é facilitar a interligação entre o empregador e empregado no mercado de trabalho de maneira rápida e eficiente. O BNE conta com mais de 135 mil empresas cadastradas, que buscam currículos diariamente e oferecem diversas novas oportunidades de trabalho todos os dias.
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