Amazonino e David vão para o 2º turno

Amazonino e David vão para o 2º turno

Por D24am

Manaus terá disputa de segundo turno entre Amazonino Mendes (Podemos) e David Almeida (Avante). Amazonino teve 23,9% dos votos e David, 22,3%, com 100% das urnas apuradas. O segundo turno está marcado para o próximo dia 29 (daqui a duas semanas).

Amazonino Mendes votou na manhã deste domingo (15) e afirmou que “o eleitor manauara tem papel fundamental na decisão do futuro da capital e que votar com responsabilidade resulta no destino de cada cidadão”.

David Almeida também votou pela manhã e, naquele momento, falou sobre suas expectativas: “Eu respeito todos os candidatos, mas quero estar no segundo turno e vencer a eleição para poder fazer de Manaus uma cidade melhor”, disse.

Nesta segunda-feira (16) os candidato já podem reiniciar a campanha eleitoral para o pleito do segundo turno em Manaus

Em vídeo publicado nas redes sociais, após a definição do segundo turno, Amazonino Mendes afirmou que o segundo turno é outra eleição. “É maravilhoso vocês (eleitores) ainda reconhecerem o guerreiro, o lutador e estão me dando a honra de uma nova disputa. Mais uma vez, o Amazonino vai consultar as mentes as cabeça, o sentimento e o coração de cada um conterrâneo daqui de Manaus, Como eu disse, é uma nova eleição. (…) Vamos à luta. Eu quero colaborar, efetivamente. Qual a melhor solução para diminuir a dor do povo? O Amazonino traz em sua bagagem a sua história. É isto me faz neste momento feliz e orgulhoso”, afirmou.

David Almeida afirmou que pretende atrair os votos dos demais candidatos. “Eu não tenho apoio de nenhuma máquina. Em 2017, eu estava contra todos os caciques e agora, estou de novo contra eles. Eu me recusei a ser vice do Amazonino. Eu não me uni a eles, porque esta geração chamada caciques são os predadores na nova geração política”, disse.

Demora
O resultado final da eleição em Manaus saiu por volta de meia-noite deste domingo (15) devido problema no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, disse que a mudança de procedimento na divulgação dos votos, com a centralização dos procedimentos no próprio TSE, foi uma decisão técnica, a partir da recomendação expressa em um relatório da Polícia Federal. Segundo o Estadão apurou, a decisão foi tomada pela equipe técnica do TSE durante a presidência da ministra Rosa Weber, que assumiu o comando do tribunal em agosto de 2018.

“A centralização da totalização no TSE foi recomendação da pericia da PF em nome de se prover maior segurança à totalização. Portanto, é até possível que a centralização no TSE tenha sido a causa da lentidão, estamos estudando, mas foi decisão técnica decorrente de recomendação da PF e embora tenha dito que não tinha simpatia pela medida, eu também a teria tomado”, disse Barroso.

Balanço apresenta ocorrências durante a eleição na capital
O TRE fez, neste domingo (15), balanço parcial após o fechamento das urnas de votação. De acordo com a Polícia Federal foram registrados crimes eleitorais como compra de votos no interior do Amazonas.

Durante a coletiva, o delegado Alexandre Silva Saraiva, Superintende da Polícia Federal no Amazonas, disse que foram registradas poucas ocorrência neste pleito.

“Foram poucas ocorrências, realmente um pleito bem tranquilo, mas apesar de escassas, as ocorrências mostraram uma gravidade substancial no sentido de compra de votos e isso deve ser investigado com profundidade. O combate ao crime eleitoral não deve ocorrer apenas no decorrer do pleito é preciso seguir esse dinheiro, saber de onde ele veio, por que nós sabemos que organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas desviam de recursos públicos, exploração ilegal de madeira e organizações em geral, buscam infiltração no Poder Público. É muito provável que esse dinheiro tem origem ilícitas e vamos trabalhar em conjunto com a Polícia Civil e Ministério Público Federal para elucidar essa questão”, informou.

Louismar Bonates, Secretário de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), informou o balanço de ocorrências registradas no Amazonas.

“Nós tivemos 105 crimes eleitorais, 8 crimes comum voltados para eleição e 77 prisões, dentre esses, sete foram de candidatos, por conta de voto ou outros crimes eleitorais. Nós tivemos 301 denúncia no disk 190, dessas 44% sobre embriaguez alcoólica e 20 deles foram flagranteados por alcoolemia ao volante. 28% boca de urna e 26% de compra de voto. Nós tivemos ocorrência em apenas 38 municípios do 62. Por tanto a eleição, para o sistema de segurança pública foi tranquila e esperamos a mesma tranquilidade para o segundo turno”, disse.