Amazonas representa o maior percentual de participação da receita bruta da Região Norte, 36,4

Amazonas representa o maior percentual de participação da receita bruta da Região Norte, 36,4

Da redação 

 

A Região Norte se caracterizou pela concentração da receita bruta em dois Estados: Amazonas (36,4%) e Pará (36,3%). Mesmo com essa grande relevância, o Estado do Pará foi o que registrou maior perda de participação no total da Região no período de 10 anos, com redução de 7,8 p.p (Ponto Percentuais). No sentido contrário, o Estado do Tocantins foi o que mais ganhou participação no período de 10 anos, com incremento de 3,9 p.p. Os demais Estados apresentaram variações menores que 2,0 p.p. na comparação com 2009.

Dados gerais das empresas prestadoras de serviços

A PAS 2018 estimou que a atividade de prestação de serviços não financeiros reuniu 6 mil e 614 empresas ativas, as quais foram responsáveis por ocupar 117 mil e 416 pessoas e pagaram R$ 2 776 147 milhões em salários, retiradas e outras remunerações. O salário médio mensal foi de 1,9 (em salários mínimos).

As empresas do Amazonas investigadas na PAS auferiram, em 2018, uma receita bruta de R$ 17 774 072 milhão, valor que representa o maior percentual de participação da receita bruta da Região Norte, 36,4%. O segundo maior percentual de participação foi o do Pará 36,3%, e o terceiro o de Rondônia, 8,8%.

O segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi responsável pela maior parte desse total, no Amazonas, com 45,9% de participação (com o valor de 8 158 024 milhão), seguido pelos Serviços profissionais, administrativos e complementares (22,1%), Serviços de informação e comunicação (17,3%), Serviços prestados principalmente às famílias (10,1%), Outras atividades de serviços (2,25%), Atividades imobiliárias (1,26%) e Serviços de manutenção e reparação (0,94%).

O segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio também figurava na primeira posição do ranking, em 2009. Já o segmento de Serviços de informação e comunicação era o terceiro colocado em receita bruta, em 2009, mas ultrapassou o segmento dos Serviços profissionais, administrativos e complementares, em 2018, assumindo o segundo lugar do ranking.

O crescimento de receita bruta em cada um dos segmentos, entre 2009 e 2018, foi acentuado: o segmento de Serviços profissionais, administrativos e complementares aumentou 4,7 p.p. em participação na receita bruta do Amazonas; o de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceu 1,9 p.p.; e o de Serviços de informação e comunicação, mesmo tendo crescimento 31,3% na sua receita bruta, sofreu queda de 7,0% na participação da receita do segmento.

Vale destacar outros segmentos que tiveram crescimento significativo entre 2009 e 2018: entre as atividades que compõem o segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio destacam-se a de Outros transportes, que teve aumento de 14,4 pontos percentuais na participação da receita bruta do segmento, e a de Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes, com crescimento de 32,6 pontos percentuais na receita.

No segmento de Serviços prestados às famílias, – que incluem empresas de diversos ramos, como restaurantes, bares, hotéis, lavanderias e cabeleireiros, e são uma importante fonte de empregos dentro do setor de serviços, destacam-se as atividades de Alojamento e alimentação, que embora tenha tido crescimento de 46,9% na receita bruta, sofreu queda de 3,9 p.p. na participação da receita do segmento.

Isso aconteceu porque as Atividades culturais, recreativas e esportivas; Serviços pessoais; e, principalmente, as Atividades de serviço continuado tiveram crescimento acentuado de participação, partindo de 3,9 p.p de participação (R$ 28.527 do total de R$ 911.323), em 2009, e chegando a 7,93 p.p. de participação (R$ 142.510 do total de R$ 1.726.647), em 2018.

O perfil do emprego, por segmento

As empresas prestadoras de serviços não financeiros ocuparam um total de 117 mil 416 pessoas em 2018, no Amazonas. Entre os segmentos, destaca-se o de Serviços profissionais, administrativos e complementares, responsável por empregar 44,1% do total.

O segundo lugar foi ocupado por Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (28,0%), seguido pelos Serviços prestados principalmente às famílias (17,6%), Serviços de informação e comunicação (4,6%), Outras atividades de serviços (2,92%), Serviços de manutenção e reparação (1,89%) e Atividades imobiliárias (0,72%). Entre 2009 e 2018, todos os grandes segmentos da pesquisa apresentaram aumento no número absoluto de pessoas ocupadas, registrando acréscimo total de 10 mil e 257 pessoas, o que representa 8,8% de crescimento no período. Esse percentual foi bem abaixo do crescimento nacional, que alcançou acréscimo de 31,9% de ocupações.

Nota-se que algumas atividades tiveram crescimento mínimo do número de ocupações, como os Serviços de alojamentos e alimentação (de 15.184 para 15.735 pessoas ocupadas), Atividades culturais, esportivas e recreativas (de 885 para 945 pessoas ocupadas), Atividades imobiliárias (de 703 para 851 pessoas ocupadas), e houve queda na atividade Serviços de manutenção e reparação, que partiu de 2.376 para 2.228 pessoas ocupadas.

Entre os maiores crescimentos de ocupação, de 2009 para 2018, destaca-se Outras atividades de serviços (de 2.497 para 3.435 ocupações), Outros transportes (de 4.554 para 6.282 ocupações), Transporte rodoviário (de 16.668 para 18.895 ocupações), Serviços de informação e comunicação (de 3.776 para 5.408 ocupações) e Atividades de ensino continuado (de 932 para 2.388 ocupações).

Remuneração média

A remuneração média paga aos trabalhadores nas empresas prestadoras de serviços não financeiros do Amazonas, calculada em unidades de salários mínimos (s.m.), apresentou redução entre 2009 e 2018, passando de 2,1 s.m. para 1,9 s.m. em 10 anos. Os menores salários médios mensais foi apontado no segmento de Serviços prestados principalmente às famílias (1,5 s.m.), e também nos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,5 s.m.), enquanto a maior média foi em Serviços de informação e comunicação (3,4 s.m.).

Em 10 anos, todos os sete segmentos apresentaram redução ou ficaram inalterados, com destaque para Serviços de informação e comunicação (-0,6 s.m.), e Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,5 s.m.).

Estrutura do setor de serviços nas Grandes Regiões

A PAS 2018 possibilita a análise dos resultados regionais da pesquisa para as Grandes Regiões, bem como para suas Unidades da Federação, permitindo a desagregação dos resultados dos sete segmentos que representam a prestação de serviços não financeiros em 13 atividades que constituem suas subdivisões.

Entre as Grande Regiões, a Região Sudeste deteve a maior participação da receita bruta de prestação de serviços em 2018, respondendo por 63,3% do total. O ranking regional prossegue com a Região Sul (15,7%), Nordeste (10,3%), Centro-Oeste (8,0%) e Norte (2,7%).

Cabe destacar que a principal mudança estrutural verificada no período de 10 anos foi a redução da concentração regional, embora sem alternância de posições no ranking, com redução em 3,3 p.p. da participação do Sudeste em favor, principalmente, da Região Sul, que cresceu 2,6 p.p. entre 2009 e 2018.

Entre os segmentos da pesquisa, Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi o setor predominante em todas as cinco Grandes Regiões, com participação de 27,2% na receita bruta de serviços da Região Sudeste; 28,4%, da Nordeste; 36,4%, da Sul; 35,9%, da Centro-Oeste; e 39,1%, da Norte.

Esse mesmo segmento se destaca no horizonte de 10 anos da pesquisa, com a expansão na Região Centro-Oeste (8,9 p.p.), Norte (7,2 p.p.) e Sudeste (2,1 p.p.). Já nas Regiões Nordeste e Sul, as variações mais intensas foram no segmento que representa os Serviços prestados principalmente às famílias, com incremento de 5,2 p.p. e 3,2 p.p., respectivamente.

Por sua vez, o setor que exibiu maior declínio em participação foi o mesmo em todas as Regiões: Serviços de informação e comunicação. Nos últimos 10 anos, houve redução de 16,6 p.p. na Região Norte; 13,2 p.p., na Nordeste; 6,6 p.p., na Sudeste; 3,8 p.p., na Sul; e 12,8 p.p., na Região Centro-Oeste, refletindo uma importante retração dessa atividade, que liderava o ranking em todas as Regiões em 2009, com exceção da Região Sul.

No tocante ao emprego, a Região Sudeste manteve o predomínio da participação regional, com 57,1% do total do pessoal ocupado. É importante ressaltar, entretanto, que houve uma redução de 3,3 p.p. na participação do pessoal ocupado dessa Região nos últimos 10 anos, contrabalanceada pela expansão de 1,4 p.p. na Região Sul e de 1,1 p.p. na Região Nordeste, que passaram a concentrar, respectivamente, 17,0% e 15,0% da mão de obra em 2018.

Em relação aos salários, retiradas e outras remunerações, a diminuição da participação da Região Sudeste foi ainda maior, com uma perda de 3,7 p.p. em 10 anos. Esse resultado ocorreu em oposição a um avanço de 1,9 p.p. da fatia da Região Sul; 1,2 p.p., da Nordeste; e 0,7 p.p., da Centro-Oeste. Com relação à distribuição do número de empresas ativas por Região de atuação, houve uma redução da participação da Região Sudeste (3,6 p.p.) em contrapartida a um avanço nas Regiões Nordeste (1,6 p.p.), Centro-Oeste (1,5 p.p.), Sul (0,3 p.p.) e Norte (0,2 p.p.).

Outro aspecto importante no perfil regional das empresas é a análise das remunerações mensais, mensuradas em salários mínimos (s,m.). Os salários médios sofreram queda em todas as Grandes Regiões do País, no período de 10 anos, passando de 2,5 s.m., em Estrutura do setor de serviços nas Unidades da Federação Ainda sob a ótica regional, é possível detalhar a distribuição da receita bruta de prestação de serviços entre as Unidades da Federação.

A Região Norte se caracterizou pela concentração da receita bruta em dois Estados: Amazonas (36,4%) e Pará (36,3%). Mesmo com essa grande relevância, o Estado do Pará foi o que registrou maior perda de participação no total da Região no período de 10 anos, com redução de 7,8 p.p.

No sentido contrário, o Estado do Tocantins foi o que mais ganhou participação no período de 10 anos, com incremento de 3,9 p.p. Os demais Estados apresentaram variações menores que 2,0 p.p. na comparação com 2009. 2009, para 2,3 s.m., em 2018. Apenas a Região Sudeste apresentou salário superior à média nacional, no valor de 2,5 s.m. Já a Região Nordeste foi a que pagou o salário médio mais baixo do País em 2018 (1,7 s.m.).