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Amazonas inicia 2026 com taxa de desocupação de 8,3%

O rendimento médio real dos trabalhadores cresceu 7,9%, saindo de R$ 2.567,00 para R$ 2.770,00
Foto: Divulgação

O mercado de trabalho no Amazonas iniciou o ano de 2026 apresentando redução na taxa de desocupação, comparado ao mesmo trimestre de 2025, de 10% para 8,3%. O rendimento médio real dos trabalhadores cresceu 7,9%, saindo de R$ 2.567,00 para R$ 2.770,00.

Entre os grupamentos de atividade econômica, o grupo de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas ganhou 5,8% no contingente de pessoas, enquanto construção ganhou 4,9%. Por outro lado, indústria geral perdeu 9,2% do seu contingente.

Os dados são da PNAD Contínua Trimestral – 1º Trimestre divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE nesta quinta-feira, 14 de maio.

Destaques

A taxa de desocupação no Amazonas recuou para 8,3%, representando queda de 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2025.

O nível de ocupação no estado foi estimado em 54,9%, abaixo dos 55,7% observados no mesmo período do ano anterior.

A taxa de participação na força de trabalho ficou em 59,9%, com redução de 2,0 pontos percentuais frente ao primeiro trimestre de 2025.

O rendimento médio mensal real habitual do trabalhador amazonense alcançou R$ 2.770, registrando valorização real de 7,9% em relação ao mesmo período de 2025.

A massa de rendimento mensal real habitual no Amazonas atingiu R$ 4,5 bilhões.

Manaus apresentou taxa de desocupação de 8,8%, abaixo dos 10,1% registrados no primeiro trimestre de 2025.

O rendimento médio mensal real habitual na capital amazonense alcançou R$ 3.279, alta de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Taxas

A taxa de desocupação no Amazonas foi estimada em 8,3% no trimestre encerrado em março de 2026. O resultado representa aumento de 1,0 ponto percentual em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando a taxa era de 7,3%. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, houve redução de 1,7 ponto percentual, indicando melhora do mercado de trabalho no intervalo de doze meses.

O nível de ocupação do estado ficou em 54,9%, apresentando retração de 1,9 ponto percentual frente ao trimestre anterior e redução de 0,8 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2025.

A taxa de participação na força de trabalho atingiu 59,9%, abaixo dos 61,3% observados no trimestre imediatamente anterior e dos 61,9% registrados no mesmo período de 2025.

Em Manaus, a taxa de desocupação foi estimada em 8,8%. O indicador apresentou estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando estava em 8,9%, mas registrou queda de 1,3 ponto percentual frente aos 10,1% observados no primeiro trimestre de 2025.

Condição em relação à força de trabalho

O Amazonas possuía 3,2 milhões de pessoas com 14 anos ou mais de idade no trimestre encerrado em março de 2026. Desse total, 1,9 milhão estava na força de trabalho, sendo 1,7 milhão de pessoas ocupadas e 160 mil desocupadas.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o contingente de pessoas ocupadas apresentou retração de 58 mil pessoas, uma diferença de 3,2%. Já em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 22 mil ocupados, uma diferença de 1,2%.

A população fora da força de trabalho totalizou 1,3 milhão de pessoas no primeiro trimestre de 2026, representando crescimento de 68 mil pessoas em relação ao mesmo período do ano anterior, um aumento de 5,6%.

Posição na ocupação, setor e categoria

O total de empregados no Amazonas foi estimado em 1 milhão de pessoas. Dentro desse grupo, o setor privado concentrou 685 mil trabalhadores, sendo 436 mil com carteira assinada e 249 mil sem carteira.

Os trabalhadores domésticos somaram 76 mil pessoas, das quais 64 mil atuavam sem carteira assinada. O setor público contabilizou 298 mil trabalhadores no estado, incluindo militares e funcionários públicos estatutários, e aumentou 5% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

A categoria de trabalhadores por conta própria reuniu 528 mil pessoas, sendo a maior parte sem CNPJ. Comparado ao mesmo trimestre de 2025, a categoria perdeu 27 mil pessoas, uma redução de 4,9%.

Atividades

O grupamento administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais permaneceu como o principal empregador do Amazonas, reunindo 355 mil trabalhadores. O comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas apresentou o maior crescimento anual, passando de 308 mil para 326 mil ocupados, um acréscimo de 5,8%.

A Construção também apresentou crescimento em relação ao mesmo período de 2025, passando de 101 mil para 106 mil ocupados, um aumento de 4,9%. Em contrapartida, a indústria geral a maior retração anual, reduzindo seu contingente de 229 mil para 208 mil trabalhadores, uma queda de 9,2%.

O setor de transporte, armazenagem e correio também apresentou queda anual significativa, passando de 113 mil para 110 mil ocupados, uma redução de 2,8%.

Informalidade

A informalidade continuou exercendo peso relevante no mercado de trabalho amazonense no primeiro trimestre de 2026. No estado, 249 mil trabalhadores do setor privado atuavam sem carteira assinada, além de 64 mil trabalhadores domésticos sem formalização. Entre os trabalhadores por conta própria, 484 mil exerciam suas atividades sem CNPJ, enquanto apenas 44 mil possuíam registro formal.

No Brasil, a taxa de informalidade foi estimada em 37,3% no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores ocupados em situação de informalidade. Entre os homens, a taxa atingiu 38,9%, enquanto entre as mulheres ficou em 35,3%. O taxa de informalidade de pessoas com 14 anos ou mais de idade alcançou 53,2%, a mesma do primeiro trimeste de 2025.

Rendimento médio mensal real

O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos no Amazonas foi estimado em R$ 2.770 no primeiro trimestre de 2026. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve crescimento de 1,8%, equivalente a um acréscimo de R$ 48. Na comparação anual, a alta foi de 7,9%, o que representa ganho real de R$ 204 em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Em Manaus, o rendimento médio mensal real habitual alcançou R$ 3.279. O valor representa aumento de 1,3% frente ao trimestre imediatamente anterior e crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Massa de rendimento

A massa de rendimento mensal real habitual de todos os trabalhos no Amazonas foi estimada em R$ 4,541 bilhões. Em relação ao trimestre anterior, houve redução de 2,6%. Na comparação anual, entretanto, foi observado crescimento de 6,5%, equivalente a um acréscimo de R$ 276 milhões.

Subutilização da força de trabalho

A população subutilizada no Amazonas totalizou 345 mil pessoas no primeiro trimestre de 2026. A taxa combinada de desocupação e subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 11,4%.

Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho atingiu 16,9%, acima dos 14,6% registrados no trimestre imediatamente anterior. O contingente de pessoas desalentadas foi estimado em 66 mil pessoas no estado, acima das 63 mil observadas no mesmo período de 2025.

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