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Setor de serviços no Amazonas cai 2,3% e registra o pior desempenho mensal de 2026

Com esses resultados, o estado fecha o primeiro semestre na última posição da Região Norte nos indicadores acumulados do ano e de 12 meses, evidenciando uma trajetória de desaceleração contínua na economia local.
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O volume do setor de serviços no Amazonas recuou 2,3% em junho de 2026 na comparação com o mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal), registrando o pior desempenho mensal do ano. Na comparação interanual, com igual mês do ano anterior, a atividade encolheu 8,5%, consolidando uma queda acumulada de -5,8% tanto no ano quanto nos últimos 12 meses. Com esses resultados, o estado fecha o primeiro semestre na última posição da Região Norte nos indicadores acumulados do ano e de 12 meses, evidenciando uma trajetória de desaceleração contínua na economia local.

Análise dos Dados do Amazonas

O estado do Amazonas apresenta um cenário de retração contínua e expressiva no setor de serviços. A variação mensal registrou uma queda de -8,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, sinalizando um desaquecimento expressivo das atividades no curto prazo. Essa trajetória negativa se consolida nos indicadores de médio e longo prazo, onde tanto a variação acumulada no ano quanto a variação acumulada em 12 meses atingiram -5,8%. Esses números refletem um ritmo constante de encolhimento do setor de serviços no estado, sem sinais de recuperação imediata ao longo do período analisado.

No panorama da Região Norte, o desempenho do Amazonas coloca o estado em uma posição bastante crítica. Em relação à variação mensal, o recuo de -8,5% supera negativamente quase toda a região, ficando à frente apenas do Tocantins (-10,4%), enquanto estados como Acre (19,2%), Rondônia (6,1%) e Amapá (5,4%) apresentaram forte crescimento. Já nos indicadores acumulados, a situação amazonense se agrava: o estado possui o pior resultado regional tanto na variação acumulada no ano (-5,8%) quanto na variação acumulada em 12 meses (-5,8%). Esse cenário contrasta diretamente com a liderança regional de Roraima no ano (6,9%) e de Rondônia em 12 meses (9,3%), evidenciando que o Amazonas caminha na contramão da expansão observada em grande parte do Norte.

Melhores Indicadores por Variação

Ao analisar os melhores desempenhos do país para cada modalidade de variação, observa-se o destaque de Alagoas e Rondônia no topo das métricas:

  • Variação Mensal: O melhor indicador do país foi registrado por Alagoas, com um crescimento expressivo de 34,1%, seguido pelo Acre (19,2%), que liderou a Região Norte nesta comparação.
  • Variação Acumulada no Ano: Alagoas novamente alcançou a maior taxa nacional com 10,0%, enquanto Roraima se destacou como o melhor indicador do Norte ao registrar 6,9%.
  • Variação Acumulada em 12 Meses: O melhor resultado de todo o Brasil pertence a um estado da Região Norte: Rondônia, que liderou nacionalmente com uma expansão de 9,3% (superando o Distrito Federal, com 7,8%), demonstrando a coexistência de importantes polos de crescimento econômico ao lado de estados em retração dentro da mesma região.

Variação mês/mês imediatamente anterior

No mês de junho, a variação mês/mês com ajuste sazonal do volume de serviços no Amazonas registrou um recuo de -2,3%. Ao contextualizar o resultado na série histórica do primeiro semestre, observa-se que junho apresentou o pior desempenho do ano nessa métrica, anulando completamente a recuperação pontual registrada em maio (1,0%). Após um início de ano com leve expansão em janeiro (0,2%) e retrações sucessivas em fevereiro (-0,4%), março (-0,7%) e abril (-2,0%), a queda de junho reforça a volatilidade com viés de baixa na margem de curto prazo para a economia do estado.

Variação mês/mesmo mês do ano anterior

A variação interanual (mês contra igual mês do ano anterior) fechou o mês de junho em -8,5%. Esse indicador marca o quinto mês consecutivo de retração na comparação ano a ano, consolidando o terreno negativo iniciado em fevereiro (-7,7%). Embora o resultado de junho tenha sido ligeiramente menos severo do que as piores marcas do ano registradas em abril (-9,6%) e maio (-8,8%), ele confirma que a atividade do setor permanece em patamar consideravelmente inferior ao de 2025, distante do único resultado positivo obtido em janeiro (4,7%).

Variação acumulada no ano

Na variação acumulada no ano, o estado do Amazonas registrou -5,8% até o mês de junho. A trajetória ao longo da série histórica revela um processo contínuo de deterioração: o indicador iniciou o ano no campo positivo em janeiro (4,7%), virou para patamar negativo em fevereiro (-1,9%) e aprofundou as perdas progressivamente em março (-2,6%), abril (-4,4%) e maio (-5,3%). O fechamento de junho representa o ponto mais baixo do ano, evidenciando o impacto acumulado dos sucessivos meses de retração no volume de serviços.

Variação acumulada em 12 meses

A variação acumulada em 12 meses também atingiu -5,8% em junho. Dentro da série do primeiro semestre, essa variável foi a que apresentou o comportamento mais constante de desaceleração, ampliando a queda a cada mês analisado: janeiro (-0,7%), fevereiro (-1,8%), março (-2,5%), abril (-3,6%) e maio (-4,7%). O agravamento contínuo dessa taxa indica um enfraquecimento de longo prazo e de caráter estrutural no setor de serviços do Amazonas, sem sinais de inflexão até o fechamento da primeira metade do ano.

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