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Renato Junior desafia cooperativa após protesto e diz que apoiará renovação da frota dos ‘amarelinhos’

Em discurso, declarou que, se a intenção fosse pressionar a Prefeitura de Manaus, que fossem retirados de circulação todos os veículos antigos da cooperativa.
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O prefeito de Manaus, Renato Junior, reagiu nesta quinta-feira (2) ao protesto promovido por uma cooperativa do transporte alternativo que interrompeu parcialmente a circulação de veículos na avenida Autaz Mirim e, segundo ele, tentou impedir a realização da edição do programa “Manaus que a Gente Cuida”, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste.

Durante o evento, o prefeito afirmou que a manifestação foi motivada por interesses políticos e lançou um desafio ao grupo responsável pelo protesto. Em discurso, declarou que, se a intenção fosse pressionar a Prefeitura de Manaus, que fossem retirados de circulação todos os veículos antigos da cooperativa.

“Se querem queimar ônibus, queimem todos esses ônibus velhos que colocam para transportar a população de Manaus”, afirmou.

Renato Junior também disse que pretende apoiar os permissionários do transporte alternativo que desejarem renovar a frota. Segundo ele, a prefeitura trabalha para criar condições que permitam a substituição dos veículos mais antigos.

“Estarei ajudando todos os motoristas do transporte alternativo”, declarou.

As declarações foram feitas durante o lançamento das ações do programa “Manaus que a Gente Cuida”, que reúne serviços de infraestrutura, limpeza urbana e atendimento social no Jorge Teixeira.

Entre as intervenções previstas estão obras de asfaltamento, recuperação de drenagem e meio-fio, capinação, varrição e pintura de vias. A programação também inclui atendimentos de saúde, atualização do Cadastro Único (CadÚnico), serviços habitacionais, sinalização viária e atividades esportivas na Escola Municipal Doutor Paulo Pinto Nery.

O prefeito também anunciou a revitalização da praça do bairro, com a construção de quadra esportiva, playground, palco para eventos, pista de caminhada e espaço destinado aos idosos.

Prefeitura atribui paralisação a uma cooperativa

Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que a interrupção parcial do transporte complementar foi promovida por apenas uma cooperativa de permissionários e não contou com a adesão da maioria da categoria.

Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), o município mantém diálogo com os operadores do transporte complementar e avançou nas negociações para a criação de um subsídio destinado ao setor.

De acordo com a prefeitura, os critérios para concessão do benefício serão definidos com base em estudo técnico elaborado pelo IMMU. Entre as exigências estão a adequação das rotas e dos horários, a capacitação dos operadores pela Escola Pública de Transporte Inclusivo e o compromisso das cooperativas com a renovação da frota.

A administração municipal também destacou a conclusão do processo de licitação e regulamentação do transporte complementar, encerrando, segundo o Executivo, um período superior a dez anos sem regularização definitiva do sistema.

Em relação ao subsídio destinado à compensação das gratuidades estudantis, a prefeitura informou que o processo segue em análise pelos órgãos competentes após a entrega da documentação pelas cooperativas.

Por fim, o Executivo lamentou os transtornos causados pela paralisação, afirmou que não admite atos de coação e disse acompanhar a situação para garantir a continuidade do serviço de transporte à população.

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