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Deputado cobra esclarecimentos sobre paralisação de projetos sociais da Eneva no Amazonas

De acordo com ele, houve um rompimento dos projetos que beneficiavam comunidades locais, especialmente em áreas de agricultura familiar e capacitação profissional.
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O deputado estadual João Luiz (Republicanos) cobrou esclarecimentos sobre a paralisação de projetos sociais e de capacitação desenvolvidos pela Eneva em municípios do interior do Amazonas como contrapartida à exploração de gás natural na região.

Segundo o parlamentar, agricultores relataram que as ações mantidas pela empresa estão interrompidas. De acordo com ele, houve um rompimento dos projetos que beneficiavam comunidades locais, especialmente em áreas de agricultura familiar e capacitação profissional.

Entre as iniciativas citadas pelo deputado estavam programas de apoio a mulheres empreendedoras ligadas à agricultura, além de ações de orientação técnica voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar.

O parlamentar também destacou a oferta de cursos de qualificação profissional realizados nos municípios de Itacoatiara e Itapiranga, que tinham como objetivo preparar mão de obra local para atuar na cadeia produtiva ligada à exploração de gás natural.

“Precisamos da continuidade do diálogo para promover o desenvolvimento da região de Silves, Itapiranga e de outros municípios onde a empresa realiza essa exploração de gás. Essas ações faziam parte da contrapartida social do empreendimento”, afirmou o deputado.

Leia a nota da Eneva na íntegra

A Eneva esclarece que não houve suspensão de projetos sociais no Amazonas em nenhum momento. As iniciativas da companhia no estado seguem em pleno andamento e são prioridade dentro de sua estratégia de desenvolvimento regional.

A empresa mantém foco na transformação positiva das comunidades vizinhas aos seus empreendimentos, com ações voltadas à geração de renda, educação, capacitação de jovens e adultos e fortalecimento da bioeconomia.

Entre os destaques, o programa Elas Empreendedoras tem impulsionado a autonomia financeira de mulheres. Em Itapiranga, a renda média das participantes cresceu de R$ 401, em 2021, para R$ 2.096, em 2025 — um aumento de 422%. Nos últimos dois anos, o projeto expandiu para zona rural e ribeirinha da região.

Na área de educação, 81 técnicos foram certificados pelo Cetam, em Silves, dos quais 27 já foram contratados pela companhia, evidenciando a conexão entre formação e oportunidades de emprego na região.

Em 2025, também houve avanços na implementação de sistemas agroflorestais familiares, com a recuperação de 43 hectares de áreas degradadas no Amazonas, aliando geração de renda e conservação ambiental. A Eneva investiu R$ 7 milhões nos últimos dois anos, oferecendo qualificação, assistência técnica, materiais e insumos para implantação dos plantios florestais.

A Eneva reforça que todos os investimentos sociais são construídos em diálogo com as comunidades e públicos de interesse, consolidando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável local.

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