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Esposa de prefeito e pré-candidata firma contrato de R$ 3,5 milhões na saúde de Iranduba

A concentração de funções — como titular da pasta responsável pelas contratações e figura diretamente ligada ao chefe do Executivo municipal — pode atrair atenção de órgãos de controle
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A Prefeitura de Iranduba firmou um contrato de aproximadamente R$ 3,5 milhões para fornecimento de produtos médicos e hospitalares, tendo como gestora da ata a secretária municipal de Saúde e pré-candidata a deputada estadual Luana dos Santos Medeiros, esposa do prefeito José Augusto Ferraz de Lima.

O extrato da Ata de Registro de Preços Complementar nº 001/2026 foi publicado pela Comissão Geral de Licitação (CGL) e é resultado do Pregão Eletrônico nº 036/2025, vinculado ao processo administrativo nº 4917/2025. O documento foi formalizado no último dia 30 de março.

A contratação prevê o registro de preços para aquisição de insumos destinados à rede municipal de saúde. A empresa beneficiária é a GLO Comércio de Produtos Médicos e Hospitalares Ltda, responsável pelo fornecimento dos itens conforme demanda da Secretaria Municipal de Saúde.

Conforme dados apurados no Receita Federal, a empresa pertence a Luiz Fermando Galucio Santana de Assis.

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A ata foi assinada pelo prefeito e pela secretária de Saúde, que atua como órgão gerenciador do registro de preços. A legislação que fundamenta o processo inclui a Lei nº 14.133/2021 e a Lei Complementar nº 123/2006.

Cenário político

A formalização do contrato ocorre em meio ao cenário pré-eleitoral. Luana Medeiros já anunciou que é pré-candidata a uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Atenção de órgãos de controle

Embora o processo licitatório tenha seguido rito administrativo regular, a concentração de funções — como titular da pasta responsável pelas contratações e figura diretamente ligada ao chefe do Executivo municipal — pode atrair atenção de órgãos de controle e do debate público, sobretudo em ano pré-eleitoral.

Pelo modelo adotado, por meio do Sistema de Registro de Preços, a prefeitura não é obrigada a adquirir a totalidade dos itens registrados, podendo realizar as contratações conforme a necessidade ao longo da vigência da ata.

Até o momento, não há registro de irregularidades formais apontadas no procedimento licitatório.

 

Outro lado

A reportagem não conseguiu contato com a Prefeitura. O espaço segue aberto.

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