A crise do lixo em Iranduba aumenta cada vez mais e as evidências apontam a gestão do prefeito Augusto Ferraz (União Brasil) como a principal culpada. Diante de graves provas de descarte irregular de resíduos sólidos em áreas de erosão do município pelo Poder Executivo, os vereadores de Iranduba, Larissa Gomes (PSD) e Charles Jurandi (União Brasil), formalizaram uma denúncia no Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), na semana passada.
A acusação dos parlamentares de que a Prefeitura de Iranduba está utilizando aparato público para criar “novos lixões” pela zona urbana da cidade, ampliando o problema ambiental em vez de resolvê-lo, comprova que nem fiscalizações e multas de órgãos de controle incomodam Ferraz. Recentemente, o próprio Ipaam multou em R$ 1,5 milhão a administração municipal por manter um lixão a céu aberto no km 6 da rodovia AM-070 (Manoel Urbano), em total desacordo com a legislação ambiental e riscos iminentes à saúde da população.
De acordo com os vereadores Larissa e Charles, o descarte irregular de resíduos está ocorrendo em pontos como o Conjunto Dom Lopes e o bairro Laranjal, além de outras áreas do entorno. “Isso é um crime ambiental e nós acabamos de formalizar uma denúncia”, afirmou Larissa Gomes, em vídeo publicado nas redes sociais.
Com a denúncia encaminhada ao Ipaam, a expectativa dos parlamentares é que equipes de fiscalização visitem o município nos próximos dias. “Ela [a Prefeitura de Iranduba] está simplesmente criando outros focos de lixo na cidade. Então, nem remedia o problema do km 6 e causa ainda outros problemas utilizando a máquina pública. E que os setores competentes possam tomar providências sobre esses casos, que são casos gravíssimos de crime ambiental na nossa cidade de Iranduba”, completou Larissa Gomes, na publicação.
Histórico do caso
Essa não é a primeira vez que a situação dos “novos lixões” de Iranduba vira alvo de denúncia. No início do mês de abril, a vereadora Larissa Gomes já havia exposto, em vídeo, o descarte irregular de entulhos no Residencial Dom Lopes, área urbana da cidade. Na ocasião, moradores relataram avanço de erosões e acúmulo de lixo próximo às casas, cenário que levantava preocupação com doenças e até risco estrutural para os imóveis.
As imagens divulgadas mostravam a formação de mais um depósito irregular de resíduos a céu aberto, desta vez dentro da área de expansão urbana do município. “É um problema de saúde pública e de dignidade para quem mora aqui”, disse Larissa na época.
Multa milionária por reincidência
As novas denúncias dos parlamentares surgem em meio a um histórico recente de sanções ambientais contra a Prefeitura de Iranduba. No dia 17 de abril deste ano, o Ipaam aplicou uma multa de R$ 1,5 milhão pela permanência do lixão a céu aberto no km 6 e determinou a apresentação, em 30 dias, de um plano de remediação e cronograma executivo para solucionar o problema.
O documento do Ipaam apontou reincidência e descumprimento de medidas exigidas desde 2023. E mesmo após penalidades anteriores, incluindo uma multa de R$ 500 mil em 2024, não houve medida efetiva para encerrar o lixão do município no Ramal do Creuza, que continua impactando solo, água e ar com os resíduos.
E agora, além de não resolver o passivo ambiental, a Prefeitura de Iranduba é acusada de expandir os pontos de descarte irregular na cidade.
População convocada
Os vereadores de Iranduba, Larissa Gomes e Charles Jurandi, estão pedindo apoio da população para mapear novos locais de focos de lixo. A orientação é que moradores registrem denúncias por meio das redes sociais ou aplicativos de mensagem para ajudar a ampliar a fiscalização.
A expectativa é que, com a atuação do Ipaam, as áreas impactadas pelos resíduos sejam vistoriadas “in loco” e que medidas concretas sejam adotadas para interromper a prática e responsabilizar os envolvidos. Até o momento, a Prefeitura de Iranduba não se manifestou sobre a denúncia dos parlamentares.







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