A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (28) o treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas em Manaus. A detenção ocorreu após decisão da Justiça paulista, que autorizou a prisão temporária e o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
O caso é conduzido pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo. De acordo com as investigações, pais de vítimas entregaram à polícia gravações e mensagens atribuídas ao suspeito. O material reunido aponta indícios de prática criminosa, incluindo um áudio em que o treinador admite de forma indireta os atos e tenta evitar a divulgação pública do caso.
Segundo a Polícia Civil, o investigado se apresentou espontaneamente na noite de segunda-feira (27) às autoridades do Amazonas. Durante o cumprimento dos mandados, novas diligências identificaram ao menos duas possíveis vítimas adicionais.
As apurações envolvem suspeitas de estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo informático. Uma das denúncias partiu de uma ex-aluna, atualmente com 17 anos. Há ainda relato de outra suposta vítima que afirma que os fatos teriam ocorrido quando ela tinha 12 anos.
O processo tramita em segredo de Justiça, conforme previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A prisão temporária tem prazo inicial de 30 dias. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em endereços ligados ao investigado na cidade de Jundiaí (SP).
A repercussão do caso provocou reações no meio político. A deputada estadual Alessandra Campelo manifestou indignação diante das acusações. “Estamos diante de uma situação extremamente grave. Quando alguém se aproveita do esporte, que deveria ser um ambiente de proteção, disciplina e formação, para cometer crimes dessa natureza, isso precisa ser tratado com máxima seriedade e rigor”, afirmou.
O caso segue sob investigação.

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