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SES afasta equipe após grávida dar à luz em banheiro do Instituto Dona Lindu

A medida foi adotada após uma jovem grávida dar à luz no banheiro da recepção da maternidade, caso que gerou denúncias de negligência médica e violência obstétrica.
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A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) confirmou o afastamento imediato do médico plantonista e da supervisão assistencial responsáveis pelo atendimento durante a madrugada deste domingo (17), no Instituto da Mulher Dona Lindu, em Manaus. A medida foi adotada após uma jovem grávida dar à luz no banheiro da recepção da maternidade, caso que gerou denúncias de negligência médica e violência obstétrica.

De acordo com relatos de familiares, a gestante chegou à unidade de saúde por volta de 1h apresentando fortes dores e contrações. Após uma avaliação inicial, ela teria sido informada pela equipe médica de que ainda não possuía dilatação suficiente para ser internada.

Sem encaminhamento imediato para atendimento interno, a paciente permaneceu na sala de espera da maternidade. Com o agravamento das dores, ela se dirigiu ao banheiro da recepção, onde acabou entrando em trabalho de parto e dando à luz em condições precárias.

O pai da criança denunciou o caso e afirmou que a família pediu ajuda diversas vezes à equipe da unidade. Em vídeo gravado dentro da maternidade, ele criticou a situação e relatou que os profissionais alegaram falta de leitos.

“Meu filho nasceu no banheiro, igual a um bicho. Falaram que não tinha leito para a minha mulher. Ela estava desesperada, chorando, e negaram atendimento para ela”, afirmou.

Em nota oficial, a SES-AM informou que notificou a direção do Instituto Dona Lindu para apresentar esclarecimentos detalhados sobre a conduta da equipe de plantão e instaurou procedimentos administrativos para apurar o caso.

A secretaria declarou ainda que não compactua com práticas que contrariem os princípios de uma assistência humanizada e adequada ao parto. Segundo o órgão, a paciente teria apresentado uma rápida evolução do trabalho de parto após a triagem inicial, com aumento repentino das contrações e sensação de evacuação, resultando em um “parto vaginal precipitado” dentro da unidade hospitalar.

O caso deverá ser investigado administrativamente para apurar possíveis falhas no atendimento prestado à paciente.

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