Em Pauta nas redes sociais

Buscar no portal...

Manaus,

Notícias

Regulação do mercado de combustíveis entra na mira de investigação

Apuração vai avaliar efetividade de regras da ANP para relações entre distribuidoras e postos; caso será levado ao Cade
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A efetividade das regras federais que disciplinam as relações entre distribuidoras e postos revendedores no mercado de combustíveis será investigada em Campinas e região. A apuração deverá analisar especialmente os efeitos da Resolução ANP nº 948/2023, norma que estabelece regras para as relações comerciais entre os diferentes agentes do setor.

O procedimento foi instaurado pelo Ministério Público Federal por meio da Portaria nº 14, de 29 de julho de 2026. O objetivo definido no documento é verificar se a política regulatória federal implementada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tem produzido os efeitos esperados no mercado.

“Apurar a efetividade da política regulatória federal implementada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), especialmente da Resolução ANP nº 948/2023”, estabelece a portaria.

A investigação também deverá confrontar relatos e informações com dados referentes à região. Entre as providências determinadas está a análise de um quadro lógico apresentado no procedimento, com o objetivo de verificar se os relatos registrados encontram correspondência nos dados disponíveis.

“Análise do quadro lógico trazido para verificar se os relatos se confirmam com os dados relativos à região”, determina o documento.

Outro encaminhamento previsto é a representação ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a apuração dos fatos. A medida coloca a análise concorrencial entre os pontos que poderão ser considerados durante a investigação.

A Resolução ANP nº 948/2023 é voltada a aspectos das relações entre distribuidoras e postos revendedores no mercado nacional de combustíveis. A portaria, entretanto, não apresenta conclusão sobre eventual irregularidade na atuação das empresas ou sobre a própria norma da agência reguladora.

O inquérito terá prioridade classificada como PRIO1 e foi vinculado à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, responsável por matérias relacionadas à proteção e defesa de direitos e interesses coletivos.

O procedimento foi declarado público, ressalvadas informações pessoais ou aquelas protegidas por outras hipóteses legais de sigilo.

A investigação deverá reunir elementos para avaliar se os relatos apresentados encontram respaldo nos dados da região e se a política regulatória federal vem cumprindo adequadamente sua finalidade. A abertura do inquérito, por si só, não significa que tenham sido constatadas irregularidades ou infrações concorrenciais.

Direito individual

A portaria também faz uma ressalva em relação a questões de caráter pessoal e individual. Segundo o documento, situações dessa natureza devem ser tratadas pela advocacia particular, por se tratar de direitos individuais disponíveis.

“Os fatos de caráter pessoal, que possuem natureza individual e disponível, devem obter tutela por meio da advocacia”, afirma a portaria.

O documento acrescenta que, nesses casos, o Ministério Público Federal não teria legitimidade para atuar na defesa do direito, diante de sua natureza privada.

Outro lado

Até a publicação desta matéria, a portaria não apresentava manifestação da ANP, de distribuidoras, de postos revendedores ou de outras empresas eventualmente relacionadas aos fatos que serão analisados.

A matéria poderá ser atualizada com informações dos citados na publicação.

regulacao-do-mercado-de-combus

Leia mais 

Investigação apura suposta irregularidade na aplicação de recursos do Fundeb

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clique no vídeo para ativar o som
Clique no vídeo para ativar o som