O líder do PSD no Senado, Omar Aziz (AM), afirmou que a principal agenda do governo federal no Congresso Nacional tende a avançar, mesmo após a rejeição da indicação do ministro Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao jornal O Globo, o parlamentar avaliou que propostas com impacto direto na população dificilmente serão travadas por deputados e senadores.
Entre os temas citados estão a proposta de redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1, o pacote de medidas para redução do endividamento — previsto para ser enviado ao Congresso — e o projeto que autoriza o uso de receitas extras do petróleo para desonerar combustíveis.
Segundo Aziz, a tramitação dessas matérias deve ocorrer independentemente de disputas políticas. “Quem quiser se indispor com a maioria da população vai votar contra. Não é uma pauta que dá para segurar, nem no Senado, nem na Câmara. Pode até ser proposta do governo, mas é uma pauta da sociedade”, afirmou.
O senador também destacou que caberá ao Congresso discutir os projetos, sem que isso represente apoio automático ao governo. Para ele, há pressão pública suficiente para evitar que propostas com apelo popular sejam engavetadas.
Ao comentar o projeto relacionado aos combustíveis, Aziz afirmou que a medida responde a preocupações econômicas mais amplas, em um cenário internacional considerado instável. Ele lembrou que, mesmo fora da base do governo anterior, apoiou iniciativas semelhantes em 2022.
Derrota no STF e cenário político
Sobre a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF, o senador avaliou que a decisão do Senado deve ser respeitada. Na análise dele, o episódio foi marcado mais por divergências ideológicas do que por questões técnicas.
Aziz citou que outras indicações do governo foram aprovadas, como as dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ainda que com votações mais apertadas.
Para o parlamentar, o atual cenário reflete um ambiente político mais polarizado e a ausência de uma base sólida do governo no Senado, além da atuação de uma oposição interessada em desgastar o Executivo com foco nas próximas eleições.
Relação com o governo
O senador também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tende a conduzir a situação com foco na estabilidade política e na construção de acordos. Segundo Aziz, a trajetória de Lula demonstra capacidade de diálogo mesmo em contextos adversos.
“O presidente tem histórico de paciência para construir entendimento em ambientes de divergência. A tendência é virar a página e seguir adiante”, disse.
Para Aziz, o momento exige recomposição de base e articulação política para garantir a tramitação das pautas prioritárias no Congresso.
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