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Janaina Paschoal pede que Michelle Bolsonaro ‘não plante semente da divisão religiosa’

“Eu peço cautela à nossa primeira-dama”, afirmou Janaina em sessão na terça-feira (9)
Foto: Agência Brasil

A deputada estadual Janaina Paschoal (PRTB) se emocionou no plenário da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) ao pedir que a primeira-dama Michelle Bolsonaro “não plante a semente da divisão religiosa” no Brasil.

À Folha de S.Paulo, ela diz que “a cisão religiosa é mais perigosa do que a cisão política”. A parlamentar se refere a uma fala da mulher do presidente Jair Bolsonaro (PL) contrária a religiões de matriz africana.

“Eu peço cautela à nossa primeira-dama”, afirmou Janaina em sessão na terça-feira (9). “Não tem nada pior do que isso. Nós somos um povo de evangélicos, católicos, espíritas, umbandistas, candomblecistas, muçulmanos, judeus, budistas e de hinduístas, e eu quero que todos sejam respeitados”.

Ela aponta que “não é nada contra a primeira-dama”, mas que se sentiu no dever de “respeitosamente alertar”, e que alguns colegas” não a compreenderam.

Nesta quinta (11), o deputado Gil Diniz (PL) foi à tribuna da Casa defender a primeira-dama e diz que está acontecendo um “verdadeiro massacre” contra ela.

Na segunda-feira (8), Michelle Bolsonaro compartilhou uma publicação que afirmava que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “entregou sua alma para vencer essa eleição”. O texto era acompanhado por um vídeo que exibia encontros do petista com lideranças de religiões de matriz africana.

“Isso pode, né! Eu falar de Deus, não!”, escreveu Michelle ao compartilhar uma postagem da vereadora Sonaira Fernandes (Republicanos).

Galeria Esta é Michelle Bolsonaro Primeira-dama do Brasil, esposa de Jair Bolsonaro

O episódio causou uma série de reações. O babalorixá e pesquisador Sidnei Nogueira disse que o corpo jurídico do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) acompanha de perto os desdobramentos da fala de Michelle.

À coluna, ele classificou o comportamento dela como irresponsável.

A Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz também pediu que a primeira-dama se retratasse por falas recentes de caráter religioso.

A socióloga Rosângela da Silva, a Janja, também reagiu a publicação.

“Eu aprendi que Deus é sinônimo de amor, compaixão e, sobretudo, de paz e de respeito. Não importa qual a religião e qual o credo. A minha vida e a do meu marido sempre foram e sempre serão pautadas por esses princípios”, postou a mulher de Lula no Twitter, sem citar o nome de Michelle.

 

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