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Clóvis Curubão é alvo de investigação por suspeita de suspensão de aulas em centro infantil para carreata eleitoral

Investigação apura se funcionários do Centro Mamãe Margarida foram dispensados para acompanhar evento de campanha de candidato a deputado estadual.

O Ministério Público Eleitoral (MPE), por intermédio do Procurador Regional Eleitoral Auxiliar Rafael Klautau Borba Costa, instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) para apurar a suspeita de uso da estrutura pública e de servidores em ato de campanha no interior do Amazonas. A investigação foca na paralisação das atividades do Centro Mamãe Margarida, localizado no município de São Gabriel da Cachoeira (a 852 km de Manaus).

A portaria que oficializou a abertura do procedimento (PPE/PRE-AM Nº 16) foi assinada no início deste mês e teve como origem a Notícia de Fato nº 1.13.000.002813/2026-78. O documento inicial inclui a fotografia de uma comunicacão interna da instituição — a Circular 001/2026 —, datada de 28 de agosto.

Segundo o texto da circular anexada aos autos, o expediente no centro infantil teria sido suspenso naquela data sob a justificativa de que os servidores da unidade participariam de uma carreata em apoio ao candidato a deputado estadual Clóvis Curubão.

Legislação e prazos

Na portaria, o Ministério Público ressalta que a paralisação de serviços públicos ou a liberação de funcionários para eventos partidários durante a jornada de trabalho configura, em tese, conduta vedada a agentes públicos, conforme o artigo 73, inciso III, da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). A regra proíbe a cessão ou utilização de servidores públicos ou empregados da administração para comitês de campanha eleitoral durante o horário de expediente normal.

A conversão da Notícia de Fato em Procedimento Preparatório se fez necessária para que o órgão possa emitir requisições de documentos, prestar diligências e colher provas formais para o processo, medidas que possuem restrições na fase preliminar de apuração.

O procurador fixou o prazo inicial de 30 dias para a conclusão dos trabalhos da investigação, período no qual a Secretaria da Procuradoria Regional Eleitoral deverá autuar os registros e acompanhar as respostas às notificações enviadas aos envolvidos. Caso seja confirmada a irregularidade, o Ministério Público Eleitoral poderá ajuizar uma representação por conduta vedada contra os responsáveis e o candidato favorecido.

A reportagem busca contato com a direção do Centro Mamãe Margarida e com a defesa do candidato para manifestação sobre o procedimento.

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