A Âmbar Energia é alvo de investigação por possíveis falhas no fornecimento de energia elétrica que teriam afetado a Escola Municipal Padre Calleri, localizada às margens da BR-174, no sentido Manaus–Presidente Figueiredo. As interrupções foram registradas em diferentes dias de maio e, segundo documento do Ministério Público do Amazonas (MPAM), teriam comprometido o funcionamento da unidade de ensino.
O problema é tratado no Inquérito Civil nº 06.2026.00000889-0, instaurado pela 51ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor. A investigação consta na Portaria nº 0086/2026/51ªPJ, assinada em 1º de outubro pelo promotor de Justiça Edilson Queiroz Martins.
Segundo a portaria, o procedimento tem como objeto apurar “possíveis falhas na prestação do serviço de fornecimento de energia elétrica no trecho da BR-174, lado direito no sentido Manaus–Presidente Figueiredo”.
Interrupções ocorreram em seis dias
Conforme o documento, a Escola Municipal Padre Calleri enfrentou “constantes e prolongadas interrupções” no fornecimento de energia, especialmente nos dias 6, 7, 11, 15, 18 e 19 de maio de 2026.
O MPAM aponta que os episódios teriam provocado impactos diretos na rotina escolar. As interrupções estariam “comprometendo o funcionamento da escola em tempo integral, a conservação da merenda escolar, a integridade de equipamentos públicos e o direito à educação dos alunos”, diz trecho da portaria.
A situação ganha relevância porque a unidade funciona em período integral, o que aumenta a dependência de energia elétrica para o desenvolvimento das atividades, conservação de alimentos e funcionamento dos equipamentos utilizados pela escola.
Empresa terá atuação questionada
A investigação busca esclarecer as circunstâncias das interrupções e verificar a regularidade do serviço de fornecimento de energia na região onde está localizada a escola.
A Âmbar Energia consta formalmente como investigada no procedimento, que também deverá reunir informações sobre as ocorrências registradas na unidade escolar.
A Promotoria determinou que seja aguardada a resposta ao Ofício nº 0807/2026/51ªPJ, documento que integra as providências iniciais da apuração.
O inquérito civil ainda está em fase de investigação e não representa, neste momento, conclusão definitiva sobre responsabilidade da empresa pelas interrupções. A apuração deverá esclarecer as causas dos problemas e eventuais responsabilidades relacionadas ao fornecimento de energia.
A portaria foi assinada em Manaus, em 1º de outubro de 2026.

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