Patrick Ferreira, vítima de tentativa de homicídio, disse durante depoimento nesta quarta-feira (28), que o primeiro tiro feito por um empresário, que não teve o nome divulgado, foi na direção da ex-sócia, Jurema Franciele Martins. O motivo seria um mandado de busca contra o empresário a pedido dela ela para pegar de volta um veículo.
A tentativa de duplo homicídio aconteceu no dia 19 de julho.
Ele é a segunda vítima a prestar depoimento, e segundo o advogado Marcelo Amil, ele está fora de perigo, mas ainda está muito assustado com o que aconteceu. “Eu acredito que já há elementos para a conclusão do inquérito e a gente aguarda que nos próximos dias aconteça o indiciamento dessa tentativa de duplo homicídio”, disse o advogado.
Em depoimento ao delegado Marcelo Martins, Patrick disse que foi acompanhar a chefe em um cumprimento de mandado de busca e apreensão de um carro que era alvo de disputa judicial. Jurema e o empresário eram sócios e após desfazerem a sociedade, tiveram que fazer uma divisão de bens. Essa era a segunda tentativa de reaver o veículo, que segundo a divisão pertence à empresária.
O funcionário disse que só entrou na funerária após ser chamado pela empresária. Ele nega ter ameaçado o empresário. Segundo Patrick, após serem hostilizados e obrigados a sair do local, eles ficaram do outro lado da rua aguardando a saída do oficial de justiça. Neste momento, ele avistou o empresário em um carro preto. “Ele saiu com uma arma nas mãos. Ele já chegou apontando a arma na direção do peito de Jurema”, disse Patrick, que assustado atravessou na frente da empresária e foi baleado. “Ele não veio para cima de mim depois disso, mas continuou indo na direção dela atirando várias vezes”, contou.
O advogado disse que versão apresentada pelo atirador de que havia feito os disparos em uma suposta legítima defesa porque achava que seria vítima de um ataque é “fantasiosa”.
“Nada corrobora para esta versão fantasiosa. Nós temos a descrição do oficial de justiça que apresentou os fatos do que ocorreu naquele dia à Justiça. Quem quer atacar não fica conversando com amigos do lado de fora de um carro blindado. Eles poderiam estar dentro do veículo para se proteger, mas nem imaginavam esse ataque cruel e sem possibilidade de defesa”, disse Amil.
Após as testemunhas e as vítimas serem ouvidas pelo delegado, o caso será concluído pela Polícia Civil do Amazonas.
Com informações do Portal Tucumã
Foto: Divulgação






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