O comércio varejista do Amazonas liderou o crescimento das vendas no país em junho de 2026, registrando a 1ª posição nacional com uma alta de +3,0% em relação ao mês anterior (na série com ajuste sazonal). Apesar da forte reação pontual no encerramento de junho, o varejo restrito amazonense fechou o primeiro semestre de 2026 com retração de -0,7% na comparação com o mesmo período de 2025 (ficando em 6º lugar na Região Norte), mantendo a taxa acumulada em 12 meses no patamar de -0,7%. Por outro lado, o Comércio Varejista Ampliado — que inclui setores como veículos, peças e materiais de construção — reagiu +1,5% em junho (após dois meses de quedas) e garantiu o fechamento da primeira metade do ano no campo positivo, acumulando alta de +1,8% no 1º semestre e +0,7% em 12 meses. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE.
Principais variáveis
O volume de vendas apresentou uma reação expressiva em junho com relação a maio de 2026 na série livre de efeitos sazonais. O avanço de 3,0% indica um aquecimento do consumo pontual no último mês do semestre.
Apesar da aceleração mensal, as vendas do mês de junho ficaram ligeiramente abaixo do patamar observado no mesmo mês do ano anterior (-0,6%).
No fechamento do primeiro semestre (-0,7%). No acumulado de janeiro a junho de 2026, o varejo amazonense fechou a primeira metade do ano com retração de 0,7% em relação ao primeiro semestre de 2025. Esse resultado consolida um período de relativa estabilidade, porém com ligeiro viés negativo no consumo das famílias no estado.
A taxa acumulada em 12 meses mantém o patamar de -0,7%, demonstrando alinhamento entre a tendência semestral recente e o comportamento de médio prazo do comércio varejista local.

Ranking mês/mês anterior
O Amazonas alcançou a 1ª posição nacional no ritmo de crescimento das vendas em junho de 2026, liderando o ranking de todas as 27 Unidades da Federação com um avanço de +3,0% em relação ao mês de maio (série com ajuste sazonal). Esse resultado representa uma forte reação de curto prazo do comércio varejista amazonense no fechamento do primeiro semestre, superando todos os demais estados da Região Norte e do Brasil.

Primeiro semestre de 2026
No primeiro semestre de 2026, Tocantins (+7,2%) e Acre (+6,3%) destacaram-se com as maiores altas acumuladas do semestre na região, impulsionados pela dinâmica das economias locais e efeitos de base favoráveis. Rondônia (+2,4%), Amapá (+1,9%) e Roraima (+1,8%) sustentaram desempenho positivo no período.
O Amazonas encerrou a primeira metade de 2026 na 6ª colocação regional, com uma queda acumulada de -0,7% no volume de vendas em relação ao mesmo período do ano anterior. Embora o estado tenha registrado uma forte recuperação pontual na margem no mês de junho (com alta de +3,0% com ajuste sazonal), esse avanço no último mês do semestre não foi suficiente para reverter a tendência negativa acumulada ao longo dos primeiros meses do ano.
Juntos, Amazonas (-0,7%) e Pará (-1,6%) representaram o lado negativo da tabela da Região Norte no semestre. Por possuírem os maiores pesos na estrutura demográfica e econômica regional, a retração observada nesses dois estados exerceu pressão contrária sobre o indicador global do comércio nortista no período.

Comércio ampliado
Comércio Varejista Ampliado engloba todas as atividades do comércio varejista restrito (como supermercados, farmácias, vestuário, móveis, eletrodomésticos), acrescidas de dois setores de grande relevância econômica e alto valor unitário: Veículos, motocicletas, partes e peças; Material de construção e o segmento de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.
Após registrar quedas expressivas nos meses de abril (-5,2%) e maio (-1,9%), o volume de vendas do varejo ampliado no Amazonas voltou a crescer em junho de 2026, com uma alta de +1,5% livre de efeitos sazonais. Essa reação ao final do trimestre contribuiu decisivamente para estabilizar o desempenho do setor no encerramento da primeira metade do ano.
Na comparação com junho de 2025, o volume de vendas cresceu +3,4%, superando significativamente o desempenho do varejo restrito no mesmo período (-0,6%). Isso evidencia o forte papel impulsionador exercido pelas vendas de veículos/peças e materiais de construção no mês.
Fechamento do 1º Semestre no Campo Positivo (+1,8%): Enquanto o varejo restrito encerrou o primeiro semestre com leve queda (-0,7%), o comércio ampliado fechou os seis primeiros meses de 2026 com crescimento acumulado de +1,8%.
O indicador acumulado em 12 meses avançou de +0,4% em maio para +0,7% em junho, sinalizando uma ligeira aceleração na trajetória de médio prazo do comércio ampliado amazonense.

Média móvel trimestral
No trimestre móvel terminado em junho de 2026, a média móvel trimestral apresentou recuo de -0,3% no Brasil e de -1,2% no Amazonas em relação ao trimestre móvel encerrado em maio de 2026.
O cenário para os próximos meses é de recuperação gradual sob vigilância. O resultado de junho trouxe o primeiro impulso, mas a confirmação de uma trajetória de crescimento consistente dependerá da média móvel trimestral voltar ao terreno positivo a partir dos dados do início do segundo semestre.
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