O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) para investigar supostas irregularidades envolvendo o prefeito de Campo Maior (PI), João Félix de Andrade Filho, e seu filho, Dogival Vidal dos Reis Neto, conhecido como Dogim Félix, apontado como pretenso pré-candidato a deputado estadual.
A medida foi formalizada pela Portaria nº 9, de 15 de julho de 2026, assinada pelo procurador regional eleitoral no Piauí, Kelston Pinheiro Lages. O procedimento decorre da conversão de uma Notícia de Fato e tem como objetivo aprofundar a apuração de possíveis infrações à legislação eleitoral.
Segundo a portaria, os fatos investigados teriam ocorrido durante os festejos de Santo Antônio, em Campo Maior, especialmente no show do cantor Nattan, realizado em 31 de maio deste ano. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, há indícios da suposta prática de abuso de poder político, propaganda eleitoral antecipada e conduta vedada a agentes públicos.
O documento também aponta suspeitas de que o evento, custeado com recursos públicos, tenha sido utilizado para promover pessoalmente o prefeito e favorecer politicamente pré-candidatos. Ainda conforme a portaria, há indícios de eventual desvio de finalidade na realização do evento e de possível descumprimento de uma decisão judicial anterior que proibia esse tipo de conduta.
Para dar sequência às investigações, o procurador determinou uma série de diligências. Entre elas, está o envio de ofício ao promotor eleitoral da 7ª Zona Eleitoral, em Campo Maior, solicitando vídeos e outros elementos relacionados ao show que possam evidenciar eventual promoção política, além de cópias de ações ou representações semelhantes envolvendo o gestor municipal.
O Ministério Público também requisitou que sejam realizadas vistorias para documentar eventual propaganda eleitoral irregular e que a Prefeitura de Campo Maior encaminhe a íntegra dos processos administrativos referentes à contratação, aos empenhos e aos pagamentos dos shows promovidos durante os festejos de 2026.
A portaria determina ainda a notificação de João Félix de Andrade Filho e de Dogival Vidal dos Reis Neto para que apresentem manifestação escrita sobre os fatos investigados no prazo de dez dias.
A instauração do Procedimento Preparatório Eleitoral representa uma fase inicial de investigação destinada à coleta de provas e informações. Até o momento, não há decisão judicial sobre as condutas apuradas, e os investigados terão oportunidade de apresentar defesa durante o andamento do procedimento.
Outro lado
O espaço segue aberto para posicionamento por parte do citado.

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