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Investigação apura possível precariedade em serviços de clínica de hemodiálise em Manaus

O inquérito foi instaurado para apurar possível precariedade na prestação dos serviços de saúde, com foco em eventuais irregularidades estruturais e documentais que possam comprometer a qualidade e a segurança do atendimento aos consumidores.
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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na prestação de serviços de saúde em uma clínica de nefrologia da capital, diante de suspeitas de falhas estruturais e documentais no atendimento a pacientes renais.

A investigação foi formalizada por meio da Portaria nº 0036/2026/51ªPJ, assinada pelo promotor de Justiça responsável pela 51ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor.

O procedimento tem como alvo a empresa DaVita Serviços de Nefrologia Manaus Ltda., que atua no tratamento de pacientes com doença renal crônica, incluindo serviços de hemodiálise. A clínica está localizada na Avenida Ayrão, no Centro de Manaus.

“O inquérito civil é destinado à apuração de fato que possa autorizar a tutela dos interesses ou direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos, servindo para o exercício das atribuições inerentes às funções institucionais do Ministério Público”, disse o promotor de Justiça Edilson Queiroz Martins em trecho do documento.

De acordo com o Ministério Público, o inquérito foi instaurado para apurar possível precariedade na prestação dos serviços de saúde, com foco em eventuais irregularidades estruturais e documentais que possam comprometer a qualidade e a segurança do atendimento aos consumidores.

A atuação da Promotoria de Defesa do Consumidor se baseia na Constituição Federal, que prevê a proteção do consumidor como direito fundamental, além do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90), que estabelece mecanismos de fiscalização e responsabilização na prestação de serviços essenciais.

O MP-AM também destacou que o inquérito civil é instrumento utilizado para apuração de fatos que possam justificar a tutela de direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos, podendo resultar em medidas administrativas ou judiciais para correção de eventuais irregularidades.

Como parte das providências iniciais, o Ministério Público determinou a autuação de notícia de fato que deu origem ao procedimento e aguarda resposta a ofício já expedido à empresa investigada. Também foi designado servidor para secretariar os trabalhos e determinada a publicação da portaria no Diário Oficial do Ministério Público.

O caso seguirá em investigação para verificar a regularidade dos serviços prestados pela clínica e eventual necessidade de adoção de medidas corretivas ou responsabilização, caso sejam confirmadas irregularidades que afetem consumidores em tratamento de saúde.

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