O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve aproveitar a agenda prevista para este mês em Manaus para intermediar um impasse entre aliados sobre a disputa ao Senado nas eleições de 2026.
De um lado, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), já está definido como candidato à reeleição. O parlamentar, no entanto, defende que seja o único nome do grupo político na corrida, sob o argumento de que a fragmentação de votos pode favorecer a oposição em um cenário eleitoral considerado apertado.
Do outro, o Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou, durante congresso realizado no último fim de semana em Brasília, o nome do ex-deputado federal Marcelo Ramos para disputar o Senado. Caso a candidatura seja mantida, Ramos deve se apresentar como o principal representante do campo da esquerda na eleição no Amazonas.
A missão de Lula será tentar construir um acordo entre os dois grupos para evitar divisão na base aliada no estado.
Marcelo Ramos foi vice-presidente da Câmara dos Deputados durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL), com quem rompeu posteriormente. Há cerca de dois anos, ele se filiou ao PT e passou a integrar a base de apoio do governo federal.
A expectativa é que as articulações avancem durante a passagem do presidente por Manaus, em meio à definição das estratégias eleitorais para 2026.
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