O avanço do setor industrial no Amazonas e o aumento do interesse de empresas em investir no Polo Industrial de Manaus (PIM) indicam um novo ciclo de expansão do modelo econômico da região. Nos próximos anos, a indústria instalada no estado deverá demandar cerca de 2,5 mil engenheiros, além de abrir mais de 6 mil vagas para técnicos industriais, segundo informações de fontes ligadas à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
O cenário é resultado da crescente procura de grandes empresas interessadas em se instalar ou ampliar operações na Zona Franca de Manaus (ZFM), considerada um dos principais polos industriais da América Latina. O aumento da demanda por profissionais especializados reflete o movimento de expansão do setor produtivo e a diversificação das atividades industriais no estado.
Além da ampliação das cadeias industriais tradicionais, lideranças do setor produtivo apontam que o Amazonas pode avançar também em novos segmentos industriais, como o farmacêutico, ampliando o alcance do modelo econômico que sustenta a economia regional.
Novo ambiente para investimentos
Representantes da indústria avaliam que o ambiente institucional atual tem favorecido o diálogo com investidores e empresas interessadas em expandir suas operações na região.
Em gestões anteriores, como durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando o general de brigada Algacir Antônio Polsin esteve à frente da Suframa, empresários relatavam dificuldades de interlocução com a autarquia, apontando um ambiente mais rígido e burocrático para discussão de novos investimentos.
Atualmente, a condução da política industrial tem buscado ampliar o diálogo com o setor produtivo, com foco em modernização da gestão e atração de novos projetos industriais para o Polo Industrial de Manaus.
Polo em expansão
O atual momento de crescimento foi destacado durante sessão especial realizada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) em homenagem aos 59 anos da Zona Franca de Manaus.
Na ocasião, o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, fez um resgate histórico do modelo econômico criado a partir da proposta do ex-deputado federal Francisco Pereira da Silva, conhecido como “Pereirinha”.
Segundo Saraiva, o Polo Industrial de Manaus vive um momento de forte desempenho econômico.
“Há 60 anos, não éramos nada mais do que um porto de lenha, uma cidade em decomposição. Hoje, o nosso modelo chega aos 59 anos demonstrando uma vitalidade impressionante. Fechamos o último ano com o maior faturamento da história, ultrapassando R$ 227 bilhões, e garantimos a média de mais de 131 mil postos de trabalho diretos nas nossas fábricas”, afirmou.
Atualmente, o Polo Industrial de Manaus (PIM) reúne mais de 500 indústrias, consolidando-se como um dos principais motores econômicos da região Norte.
Estratégia para a Amazônia
Durante a solenidade, o secretário-executivo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Gustavo Igrejas, destacou o papel estratégico da Zona Franca de Manaus para o desenvolvimento nacional.
Segundo ele, o modelo representa uma política pública de ocupação econômica sustentável da Amazônia, capaz de resistir a mudanças econômicas e institucionais ao longo das décadas.
“A Zona Franca não é apenas um modelo econômico, mas uma estratégia nacional inteligente de ocupação da Amazônia. Ela resistiu a crises fiscais, mudanças econômicas e transformações tecnológicas, mantendo sua relevância para o desenvolvimento do País”, afirmou.
Defesa institucional
Parlamentares estaduais também reforçaram, durante o evento, o compromisso do Legislativo amazonense com a defesa das garantias constitucionais do modelo.
Ao final da solenidade, a Suframa recebeu uma homenagem da Aleam pelos 59 anos de contribuição ao desenvolvimento econômico, social e tecnológico da Amazônia. A placa foi entregue ao superintendente Bosco Saraiva pelos deputados Roberto Cidade, presidente da Casa, e Wilker Barreto.
O reconhecimento simboliza, segundo os parlamentares, a importância histórica da autarquia na consolidação do Polo Industrial de Manaus e na atração contínua de investimentos que mantêm o Amazonas como um dos principais polos industriais do Brasil.
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