Por Portal Tucumã
Quase cinco horas após a operação “Patrinus”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (26), pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), em Coari (distante 363 quilômetros de Manaus), o prefeito Adail Filho (PP) se entregou na sede do MP acompanhado por um advogado.
O prefeito é investigado por policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de participar de um esquema criminoso operado para fraudar licitações, lavar dinheiro e corromper a estrutura de poder do município.
Conforme as investigações do MP, existe fortes indícios da prática dos delitos falsificação de documento particular, prevaricação, corrupção ativa, pela apresentação de atestados de capacidade técnica falsos em pregões, apresentação de propostas de cobertura após a conclusão dos procedimentos de contratação direta, por deixar de determinar o pagamento de credores para satisfazer interesse pessoal do prefeito Adail José Figueiredo Pinheiro.
Segundo o MP, há indícios ainda, de oferecimento de vantagem indevida (suborno) a funcionário público para omitir informações em relatório de fiscalização de obras (fraude em licitação), além de oferecimento periódico de vantagens indevidas a vereadores da Câmara Municipal de Coari com o propósito de formar um grupo parlamentar majoritário, de caráter permanente, para aprovação de projetos de lei e outras proposições legislativas de interesse do Chefe do Poder Executivo.
Durante a manhã, o Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão e prisões temporárias, contra o prefeito de Coari, Adail Filho, alguns secretários municipais, vereadores, empresários de Coari e Manaus, além da deputada estadual Mayara Pinheiro.
Foram expedidos 04 mandados de prisão temporária e 70 Mandados de Busca Pessoal e de Busca e Apreensão, cumpridos em domicílios, órgãos públicos e em sedes de empresas, na cidade de Manaus e Coari ao mesmo tempo. A operação contou com a atuação de 04 Promotores de Justiça e mais de 160 policiais, além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e contou com a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas.








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