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Wilson Lima mostra contradições de seu discurso de que é o “novo”

Os números provam que os programas de governos idênticos a de Wilson , entre eles o Ronda no Bairro, não deram quaisquer resultados positivos contra o crime no Estado.

Na redação

Em entrevista ao jornal A Crítica deste domingo, o candidato ao governo do Amazonas Wilson Lima (PSC) acabou mostrando as contradições de seu discurso de que é o “novo”. Pela entrevista, ele mostrou que não é o mais o “novo” na política, pois informou que em sua carreira política já esteve filiado a três partidos políticos (PV, PR e PSC), o que prova que está na política há muito tempo.

Wilson, na entrevista, mostra que não traz ideias novas, pois apresenta soluções que, no final das contas são mais do mesmo que já foi feito. Na área de segurança pública, Wilson diz que vai aumentar o efetivo da Polícia Militar (PM), o que já está sendo feito no atual governo, que chamou policiais concursados e já anunciou concurso para aumentar o número de policiais de várias áreas da segurança pública.

Disse que vai ampliar a rede de vizinhos, que também já existe e não ajudou a combater os criminosos, pois joga a responsabilidade da segurança para as pessoas comuns. Por fim, disse que implantar sistema de monitoramento de placas de veículos, o que pode ajudar, mas não é suficiente, pois os bandidos, quando usam carros roubados, os abandonam logo após o crime.

Todas essas ideias já foram implementadas, em Manaus e outras cidades e não deram certo. O Amazonas observou na última década um aumento expressivo da violência. Essa tendência pode ser observada em se considerando o número de homicídios que saltam de 699 em 2006 para 1.452 em 2016 segundo edição especial do Atlas da Violência, publica nesta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no Anuário 2018.

Os números provam que os programas de governos idênticos a de Wilson , entre eles o Ronda no Bairro, não deram quaisquer resultados positivos contra o crime no Estado. As mortes violentas intencionais, no período compreendido entre os anos de 2014 a 2017, permaneceram em níveis altos com pequenas variações: foram registradas 1.201 mortes violentas intencionais em 2014 (31,0 por 100 mil) e 1.271 (31,3 por 100 mil) em 2017. De acordo com a edição especial do Mapa da Violência, os homicídios dolosos em 2014 foram 1.108 (28,6 por 100 mil) e 1.119 em 2017 (27,5 por 100 mil).

Na mesma entrevista, Wilson Lima diz que vai rever contratos, coisa que o governo do Estado vem fazendo desde o início do ano, com uma economia de mais de R$ 1,5 bilhão. Dinheiro que já está investindo em Manaus e no interior, nas áreas de infraestrutura viária, saúde e segurança pública. Por fim, Wilson deixa entender, no jornal, que, mesmo que perca a eleição, não pretende se candidatar a cargos proporcionais, para buscar experiência.

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