A PF (Polícia Federal) e a PGR (Procuradoria-Geral da República) consideraram insuficiente a primeira versão da proposta de delação apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro antes de a proposta oficial ser enviada à investigação, nesta terça-feira (5). A versão inicial teria sido apresentada há cerca de 15 dias.
Segundo fontes ligadas à investigação, Vorcaro apresentou uma espécie de “minuta” com informações consideradas genéricas. A avaliação de investigadores é de que faltaram elementos para conectar autoridades e operadores financeiros ao esquema.
Após a rejeição inicial, interlocutores da PF e da PGR teriam cobrado mais profundidade e detalhamento de operações financeiras. Uma nova versão da proposta foi entregue formalmente nesta terça-feira (5).
O acordo de colaboração é peça central nas apurações da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e relações do Banco Master com autoridades e agentes públicos.
Em meio à tensão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou reservadamente a interlocutores que não espera gestos do governo para reduzir o clima de desgaste político. Já integrantes da articulação política do Planalto minimizam o conflito e sustentam que a relação institucional com o Senado “segue fluindo”.
A primeira versão da proposta de colaboração de Vorcaro foi rejeitada antes da entrega oficial do novo documento à PF e à PGR.








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