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Vai a Parintins? Especialistas do HUGV orientam brincantes sobre cuidados com a saúde antes, durante e após a festa

Calor intenso, exposição ao sol e grandes aglomerações exigem atenção à hidratação, à proteção da pele e à prevenção de infecções respiratórias
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 Foto Alex Pazuello- Secom - GovernodoDoAm
Manaus (AM) – Com a aproximação do Festival Folclórico de Parintins, especialistas do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), administrado pela Rede HU Brasil, reforçam orientações para que os brincantes aproveitem os dias de festa com saúde. A combinação de calor intenso, chuvas frequentes, grandes aglomerações e consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de desidratação, queimaduras solares e infecções respiratórias.
O festival acontece nos dias 26, 27 e 28 de junho, em Parintins (a 369 km de Manaus), com a disputa dos bois Caprichoso e Garantido e a expectativa de receber 120 mil turistas, número que praticamente dobra a população da ilha.
Segundo o pneumologista do HUGV, Mário Sérgio Fonseca, os quadros respiratórios frequentemente observados após o festival estão associados a diversos fatores. “O que acontece é que a programação reúne milhares de pessoas em contato próximo, favorecendo a circulação de vírus respiratórios. Além disso, muitas pessoas passam dias enfrentando mudanças de temperatura e uma rotina muito diferente da habitual. Esse conjunto de fatores pode deixar o organismo mais vulnerável ao adoecimento”, explica.
De acordo com o especialista, vírus como influenza, covid-19 e outros agentes causadores de infecções respiratórias encontram condições favoráveis para circular em eventos com grande concentração de pessoas, hospedagens compartilhadas, embarcações e longas filas, como ocorre em Parintins.
Preparação começa antes da viagem
Os cuidados com a saúde devem começar antes mesmo do embarque para a ilha. Entre as recomendações estão manter uma alimentação equilibrada, dormir adequadamente, hidratar-se regularmente, verificar se a vacinação está atualizada, especialmente contra influenza e covid-19, e não esquecer os medicamentos de uso contínuo durante a viagem.
O médico também alerta para a falsa expectativa em torno do uso indiscriminado de vitaminas e suplementos antes da festa. “A suplementação não costuma trazer benefícios para a prevenção de doenças quando não existe deficiência comprovada dessas vitaminas. Não há respaldo médico para isso. Então, o mais importante continua sendo manter hábitos saudáveis, vacinação em dia, alimentação adequada, hidratação e sono de qualidade”, ressalta.
Sol forte exige proteção redobrada
A exposição prolongada ao sol é uma das marcas do festival. Além do desconforto, a radiação ultravioleta pode provocar queimaduras, envelhecimento precoce da pele e aumentar o risco de câncer de pele.
A dermatologista Luciana Mendes recomenda o uso correto do protetor solar. “O produto deve ser aplicado cerca de 20 minutos antes da exposição ao sol em todas as áreas descobertas do corpo. A reaplicação deve ocorrer a cada duas horas ou sempre após suor excessivo ou contato com água. O ideal é utilizar protetor com FPS igual ou superior a 30”, orienta.
Além do protetor solar, outras medidas ajudam a reduzir os danos provocados pela exposição solar. “Chapéus de aba larga, óculos com proteção ultravioleta e roupas com proteção solar contribuem para uma exposição mais segura. Sempre que possível, é importante evitar a permanência sob sol intenso entre 10h e 14h”, acrescenta.
Hidratação vai além de matar a sede
As altas temperaturas registradas em Parintins aumentam a perda de líquidos e sais minerais pelo suor, favorecendo quadros de desidratação durante os dias de festa. Quando a reposição de água não ocorre de forma adequada, podem surgir sintomas como dor de cabeça, tontura, fraqueza, fadiga, câimbras e sensação de mal-estar.
O risco aumenta com o consumo de bebidas alcoólicas. Por isso, os especialistas orientam alternar a ingestão de álcool com água durante a festa e evitar longos períodos sem consumir líquidos. A hidratação adequada também contribui para a manutenção da pressão arterial, melhora o desempenho físico e ajuda a preservar a voz, bastante exigida pelas torcidas durante as apresentações dos bois-bumbás.
Cuidados durante e após a festa
Embora seja impossível eliminar completamente os riscos em eventos de grande porte, algumas medidas ajudam a reduzir as chances de contaminação. Entre elas estão higienizar as mãos com frequência, utilizar álcool em gel, evitar compartilhar copos e garrafas, manter uma boa hidratação e respeitar os períodos de descanso.
Após o retorno para casa, alguns sintomas exigem atenção. “Febre persistente, falta de ar, dificuldade para respirar, queda do estado geral ou sintomas que se intensificam ao longo dos dias devem motivar uma avaliação médica”, afirma o pneumologista.
Para Mário Sérgio, embora o festival envolva situações que aumentam os riscos de adoecimento, a adoção de medidas preventivas pode contribuir para uma experiência mais segura e tranquila. “A maioria das pessoas consegue aproveitar o festival sem intercorrências. O importante é adotar medidas preventivas para usufruir da festa com saúde e estar atento aos sinais do próprio corpo para buscar ajuda quando necessário”, conclui o especialista.
Sobre a HU Brasil
O HUGV-Ufam faz parte da Rede HU Brasil desde 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 46 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.
Foto: Alex Pazuelo/Secom/Governo do Amazonas
Mais informações: Anik Espara – Chefe da Comunicação do HUGV
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