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Terras Raras Ganham Espaço na Estratégia Industrial Brasileira

FNE prepara propostas para que o Brasil avance além da mineração e entre nas etapas de beneficiamento e industrialização de minerais críticos Entidade de engenheiros defende que o Brasil avance além da mineração e invista no processamento e na industrialização ...
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Divulgação

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) pretende colocar os minerais críticos e as terras raras no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e industrial do país. A proposta fará parte da nova edição do projeto Cresce Brasil, que será apresentada neste mês, marcando duas décadas da iniciativa.

O objetivo é ampliar o debate sobre o papel do Brasil na cadeia global de fornecimento desses minerais, considerados essenciais para setores de alta tecnologia.

Atualmente, as terras raras são utilizadas na fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, sistemas de armazenamento de dados e outras tecnologias estratégicas.

Segundo a entidade, o país precisa ir além da simples extração mineral e fortalecer etapas de maior valor agregado, como beneficiamento, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e industrialização. A avaliação é que o Brasil possui potencial para ocupar uma posição mais relevante em uma cadeia produtiva cada vez mais estratégica para a economia mundial.

O tema ganha importância em meio à crescente disputa internacional por minerais críticos, impulsionada pela transição energética e pelo avanço de tecnologias de ponta. Atualmente, a China concentra grande parte do processamento global de terras raras e da produção de ímãs permanentes, componentes fundamentais para diversas aplicações industriais.

A proposta da FNE também dialoga com os esforços para ampliar a participação brasileira em setores ligados à inovação e à economia verde. A entidade defende que os minerais críticos sejam tratados não apenas como recursos naturais, mas como instrumentos para fortalecer a política industrial, estimular investimentos e gerar empregos de maior qualificação no país.

Fonte: revista Veja

 

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