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Roteirista retorna a Manaus para finalizar roteiro de longa-metragem

O filme conta a história de Maria e Ana, que são surpreendidas com o desaparecimento de Paulo, marido de Ana, pai de Maria, na virada do ano.

Da redação 

A roteirista e atriz mineira, radicada em São Paulo, Pamella Martelli retornou a Manaus no início de novembro para dar prosseguimento ao roteiro do longa-metragem “Maria”, projeto da Artrupe Produções contemplado no edital da Ancine, BRDE e FSA Prodav 05/2015. A chamada pública escolheu 88 projetos de todo país, que receberam investimento de R$ 100 mil cada para desenvolverem um projeto técnico de longa-metragem, que abarca a escrita de um roteiro. “Maria” foi a única proposta da região norte a ser selecionada.

A visita faz parte da continuidade do processo de escrita do roteiro, que começou com a vinda da roteirista a Manaus em janeiro deste ano. Retornar a cidade cumpre papel importante no processo: “Quando estive aqui em janeiro, ainda não havíamos começado a escrita do roteiro, então tudo o que eu conhecia e via na cidade eram possibilidades fortes para criação dos personagens e cenas. Agora, com o roteiro avançando o olhar é outro. Olho para Manaus buscando as peças que faltam para compor essa história”.

O filme conta a história de Maria e Ana, que são surpreendidas com o desaparecimento de Paulo, marido de Ana, pai de Maria, na virada do ano. Sem ter uma explicação para o acontecido, as duas buscam continuar suas vidas superando as adversidades que esse acontecimento traz. O projeto tem a consultoria da diretora e roteirista Thais Fujinaga.

Martelli é acompanhada de Diego Bauer na escrita de Maria. Os dois vêm mantendo contato via internet durante todo o processo, que já vai chegar no seu primeiro tratamento. Na opinião do roteirista amazonense, o filme trata sobre questões atuais sobre Manaus, mas também sobre o país: “A história acontece aqui, tem os hábitos e a geografia de Manaus, e vemos isso como uma potência do projeto. Ao mesmo tempo, pensando como produtor da Artrupe, acredito que estamos contando uma história universal, sobre o ponto de vista de duas mulheres que encaram de frente seus conflitos cotidianos sem apoio de nenhuma figura masculina. Passamos por um momento político que nos força a compreender mais claramente a função política do nosso trabalho, e acredito que podemos contribuir ao debate com este roteiro”, explica.

“Caminhamos agora, Diego e eu para a conclusão do primeiro tratamento. Esse é um momento em que a história se solidifica e ganha novas dimensões e uma estrutura”, finaliza Pamella, que retorna a São Paulo no dia 13 de novembro.

A entrega do projeto a Ancine e FSA está prevista para março de 2019.

FOTOS: César Nogueira

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