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Polícia detém pessoas colando cartazes contra Jair Bolsonaro em locais públicos

A apreensão dos suspeitos aconteceu durante um patrulhamento da PM na Avenida Padre Agostinho Caballero no bairro Santo Antônio.

Da Redação 

 

A Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) deteve cinco pessoas por prática de crime eleitoral nesta quinta-feira (25). Segundo informações da PM, os suspeitos, estavam com uma grade quantidade de cartazes que seriam colados em locais públicos. Alguns cartazes traziam informação do presidenciável Bolsonaro com símbolo nazista.

A apreensão dos suspeitos aconteceu durante um patrulhamento da PM na Avenida Padre Agostinho Caballero no bairro Santo Antônio, dos cabos da Polícia Militar Albert Paiva e Darlan Nery que avistaram um grupo de pessoas, que ao perceber a aproximação da guarnição correram e tentaram fugir do local num carro celta vermelho de cor vermelha e placa NOQ 0976.

Ao realizar busca e revista, os PMs encontram uma grande quantidade de cartazes de conteúdo em desfavor do presidenciável Bolsonaro, inclusive com símbolo nazista ligado ao nome do mesmo, assim como um balde com substância possivelmente cola.
“Ao serem questionados os mesmos afirmaram que estavam adesivando, postes, muros e outros, desde a área central de Manaus”, disse o cabo da PM.

Segundo a PM, os suspeitos foram identificados como Bruno Santos Onipotente, Camila Barbosa de Oliveira Silva, Luís Gustavo Garcez Costa, Marcos Jeremias dos Santos Rodrigues e Raissa Mari a Barbosa da Costa, todos maiores e universitários. Eles e o material apreendido foram levados para o 19°DIP, onde serão encaminhados a Polícia Federal para ser analisada a conduta delituosa dos mesmos.

De acordo com a legislação eleitoral, a resolução nº 23.551 afirma, no artigo 14 do capítulo 2, que: “nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos bens de uso comum, inclusive postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta e exposição de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados”.

Denúncias

Informações e denúncias podem ser feitas diretamente ao, Capitão da PM Segadilha, comandante da 5ª Cicom (Companhia Interativa Comunitária), no telefone:(92) 98842-1897, ou diretamente na Unidade Policial localizada na Avenida São José, no bairro Santo Antônio ou ainda através do “Linha Direta” (92) 98842-1561/ 99338-1652.

Foto: Divulgação

 

 

Estudantes dizem que não cometeram crime. Veja a nota 

 

*Nota*

Viemos por meio desta nota, esclarecer as notícias falsas que estão sendo divulgadas em veículos de imprensa, páginas de Facebook e grupos de Whatsapp. Em primeiro lugar, não fomos detidos nem presos, apenas prestamos esclarecimentos sobre o teor de nossa ação em um departamento de polícia. Um boletim de ocorrência foi feito, mas nenhum crime penal foi cometido.

Na noite de ontem fomos às ruas em protesto com cartazes, a fim de nos manifestarmos contra a candidatura de Jair Bolsonaro, uma candidatura que não representa nossos anseios progressistas e que fere a nossa existência. É importante divulgar que NÃO COMETEMOS CRIME, produzimos cartazes em sua maioria com cartolina, divulgando as ações públicas do candidato que flertam com o fascismo e com o nazismo.

Fomos abordados por dois policiais, um deles agindo de forma truculenta, ameaçando inclusive nos jogar dentro do rio. Aqui questionamos a abordagem e a divulgação de fotos (feitas por um dos PMs), além da divulgação de nomes e outras informações pessoais sem a nossa autorização, como se fossemos criminosos. Na delegacia, o mesmo policial manteve sua conduta violenta, ao ser questionado sobre estar tirando fotos disfarçadamente. Isso sim é crime.

Também repudiamos esse tipo de jornalismo, que não apura, que não procura as fontes e que divulga informações baseadas no que recebem pelo Whatsapp.

Diante desse fato, questionamos: Que crime comete uma juventude que diante da real ameaça a sua existência, com a possível vitória de um candidato à Presidente da República que diz em alto e bom tom, que não gosta de negros, de índios, de lgbts, de pobres, de mulheres, de ativistas e que destila preconceitos dentre tantas outras declarações fascistas?

Estamos tomando as medidas jurídicas necessárias e também solicitaremos direito de resposta a cada Portal que veiculou nossa imagem e informações inverídicas sobre o fato.

Bruno Onipotente, Camila Oliveira, Marcos Rodrigues, Luís Gustavo e Raíssa Barbosa.

 

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