Os preços do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (5), apesar da escalada de tensões no Oriente Médio, mas permanecem acima de US$ 100 o barril.
O petróleo Brent fechou em queda de 3,99%, para US$ 109,87 o barril – na segunda-feira (4), a commodity encerrou o dia no maior preço de fechamento de 2026.
Enquanto o WTI, referência no mercado americano, recuou 3,90%, a US$ 102,27 o barril.
O novo plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para guiar navios através do Estreito de Ormuz, que está bloqueado, foi recebido com novos ataques iranianos no Golfo, incluindo contra um importante porto petrolífero nos Emirados Árabes Unidos.
Isso lançou dúvidas sobre o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que também trocaram ataques, “já que ambos os lados buscam exercer influência sobre o Estreito de Ormuz”, escreveram analistas do Deutsche Bank em nota divulgada nesta terça (5).
Os Emirados Árabes Unidos também fecharam parcialmente o espaço aéreo nesta terça (5) após o Irã disparar mísseis e drones contra o país na segunda-feira (4), na primeira ofensiva desde o início do cessar-fogo entre EUA e Irã no começo de abril.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta terça (5), contudo, que o cessar-fogo “não acabou”.
Como exportador de energia, os Estados Unidos têm resistido melhor até agora do que várias outras economias. Mas não estão imunes ao choque energético, apesar de serem o maior produtor mundial de petróleo. O preço médio nacional do galão de gasolina subiu para US$ 4,48 nesta terça (5), ante uma média de US$ 2,98 por galão antes do início da guerra, de acordo com a Associação Automobilística Americana.
Os preços da gasolina nos EUA podem chegar a US$ 5 por galão caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado no próximo mês, segundo Andy Lipow, presidente da consultoria Lipow Oil Associates. Esse aumento quase igualaria o recorde de US$ 5,02 por galão atingido em junho de 2022, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia.








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