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“Ocupa Política” elege 12 deputadas ativistas em seis Estados

Com mais de 2 milhões de votos, movimento que contava com Marielle Franco conquistou 4 vagas na Câmara dos Deputados e 8 em Assembleias Estaduais

Com informações da assessoria 

 

O movimento Ocupa Política, articulação nacional que lançou mais de 70 candidaturas ativistas para cargos legislativos, obteve mais de 2 milhões votos nessas eleições. Das mais de 70 candidaturas lançadas em nove estados, 12 foram eleitas em seis estados, em sua maioria mulheres e pessoas negras.

Considerando os nomes nas urnas, foram 12 mulheres eleitas, sendo 9 negras. Somando participantes de candidaturas coletivas, foram eleitas duas mulheres trans.

Áurea Carolina (Muitas/ PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), Fernanda Melchionna (PSOL) e Taliria Petrone (PSOL) foram eleitas deputadas federais por Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

No Rio de Janeiro, três mulheres que participavam do mandato de Marielle Franco  foram eleitas para a ALERJ: Mônica Francisco (PSOL), Renata Souza (PSOL) e Dani Monteiro (PSOL).

Em Minas Gerais, Andreia de Jesus (PSOL) foi eleita deputada estadual pelas Muitas.

Marina Helou (REDE Sustentabilidade) foi eleita em São Paulo para a ALESP e onativista LGBTQI+ Fábio Felix (PSOL) foi eleito deputado distrital em Brasília.

Para completar, duas candidaturas coletivas – em que várias pessoas participam de uma candidatura que tem somente um número na urna – tiveram sucesso em candidaturas a Assembleias Estaduais: a Bancada Ativista (PSOL) foi eleita em São Paulo e as Juntas (PSOL).

Áurea Carolina, eleita a quinta deputada federal mais votada em Minas Gerais, remete à memória de Marielle Franco e afirma que a ativista motivou milhares de pessoas a ocupar a política: “Eles erraram o cálculo. Eles acharam que iam pisotear a gente. Mas estamos aqui inteiras, firmes, conscientes da nossa tarefa. Conscientes do nosso compromisso de amor”.   

Entre as pautas defendidas pelas diferentes candidaturas, despontam a segurança pública cidadã, o enfrentamento às desigualdades sociais, a valorização de arranjos econômicos sustentáveis e a redução dos privilégios da classe política. A representatividade real, por meio da ocupação dos espaços da política institucional com pessoas ligadas à luta dos movimentos sociais, é a bandeira que orienta as ações dos diversos grupos participantes. “Estamos aqui por mais de nós no poder. Mais mulheres negras, mais LGBTs, mais pessoas com deficiência, mais gente que trabalha na rua, de sol a sol”, relembra Áurea Carolina.

Sobre o Ocupa Política

Em dezembro de 2017, um grupo de pessoas ligadas a mandatos novos em câmaras de vereadores convocou o primeiro encontro do Ocupa Política em Belo Horizonte. “Éramos artistas, professores, ativistas e integrantes de coletivos formados em diversas cidades do Brasil”, comenta Daniela Orofino, uma das organizadoras do encontro.  

Segundo o jornalista Bernardo Gutierrez, “o Ocupa Política faz parte de uma onda de movimentos globais de radicalização da democracia, em que as pessoas comuns passam a ocupar as instituições, na linha do WikiPolítica, no México, e das confluências que elegeram Ada Colau e Manuela Carmena às prefeituras de Barcelona e Madri.”

Em julho de 2018, o grupo se uniu novamente, dessa vez em São Paulo, para o lançamento de mais de 70 candidaturas independentes de 9 estados. O evento, que aconteceu no Teatro Oficina, foi em homenagem à Marielle Franco, que participou ativamente da edição de 2017 e inspirou milhares de pessoas a querer ocupar a política.

“Nós já ocupamos as ruas pelos direitos das mulheres. Ocupamos as praças por mobilidade urbana. Ocupamos as avenidas para mexer com as estruturas dessa sociedade racista e desigual. Nós ocupamos a política diariamente e agora queremos ocupar o parlamento.  Gritamos por uma política transformadora, transparente e participativa de verdade. E nos unimos para aposentar os velhos donos do poder. Nós estamos conectados e estamos nos preparando”, afirmaram os organizadores em trecho do manifesto que lançou as candidaturas em junho.

 

Mais informações em http://www.ocupapolitica.org.

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