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Maria do Carmo diz que não via tudo que saía da sua campanha, mas evita apontar quem era o responsável

Empresária afirma que materiais lado b sobre filha de Omar não tiveram sua autorização e culpa integrantes da equipe, mas não esclarece quem comandava a produção e a divulgação dos conteúdos

A empresária Maria do Carmo (PL), que disputou o Governo do Amazonas, afirmou não ter conhecimento dos materiais produzidos na sua campanha eleitoral expondo uma criança filha do adversário, o governador eleito Omar Aziz. Em pronunciamento público, ela declarou que não autorizou ataques à família de Omar, mas deixou sem resposta uma questão importante: quem era responsável pela produção e divulgação dos conteúdos de sua campanha?

Ao argumentar que nenhum candidato tem controle pessoal sobre tudo o que é produzido ou compartilhado nas redes sociais, Maria do Carmo procurou afastar sua participação direta nos episódios denunciados.

“Se houve algum material irregular, ele não passou pelo meu conhecimento e muito menos pela minha concordância”, desconversou Maria do Carmo.

A declaração transfere o foco para os integrantes da equipe de comunicação e marketing, mas a empresária não identificou os profissionais responsáveis nem explicou como funcionava o processo de aprovação das peças publicitárias e dos vídeos divulgados durante a campanha.

“Qualquer erro de qualquer pessoa que tenha trabalhado na minha campanha não receberá a minha concordância jamais”, assegurou.

Ao afirmar que desconhecia as publicações, Maria do Carmo coloca seus próprios marqueteiros no centro das dúvidas. Cabe agora esclarecer quem eram os responsáveis pela comunicação e se a produção e a divulgação dos conteúdos ocorriam sem o conhecimento da candidata.

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