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Investigação de R$ 41 milhões apura se hospitais do AM mantêm gastos com oxigênio após compra de usinas

Procedimento apura se hospitais do estado continuam dependendo de fornecedores externos mesmo após alto investimento público.
cilindros de oxigênio

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da 70ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa e Proteção do Patrimônio Público, instaurou um Procedimento Preparatório para investigar possíveis irregularidades e descumprimento de finalidade no Contrato nº 015/2022, firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a empresa Vieira e Rocha Comércio Atacadista de Produtos Químicos Ltda.

A portaria (Nº 0063/2026/70PJ), assinada no dia 4 de novembro pelo promotor de Justiça Edgard Maia de Albuquerque Rocha, oficializa a apuração sobre o contrato milionário, avaliado em R$ 41.206.000,00. O contrato tinha como meta a aquisição e instalação de usinas de oxigênio medicinal e sistemas de ar comprimido nas unidades hospitalares do Amazonas.

A investigação teve origem na Notícia de Fato nº 01.2026.00005543-9. De acordo com o MPAM, o objetivo principal da compra era garantir a autonomia das unidades de saúde estaduais na produção do insumo. No entanto, informações preliminares indicam que, mesmo após a aplicação dos recursos públicos, os hospitais contemplados continuam utilizando e pagando pelo fornecimento de oxigênio de empresas terceirizadas.

Cobrança e prazos para a SES-AM

Com a conversão do caso em Procedimento Preparatório (nº 06.2026.00000988-9), o promotor determinou o envio de requisição formal à SES-AM. A secretaria terá o prazo de 10 dias para encaminhar a cópia integral em formato digital do processo administrativo da contratação — incluindo contrato, termos aditivos, edital, termo de referência e pareceres técnicos e jurídicos.

Além da documentação, a pasta de Saúde terá de responder formalmente a um questionário formulado pela Promotoria, que exige esclarecimentos diretos sobre:

  • Se todos os equipamentos previstos no contrato foram efetivamente entregues e instalados;

  • Onde estão localizadas as usinas de oxigênio instaladas;

  • Os motivos pelos quais ainda há contratação de fornecedores externos nas unidades que receberam as usinas;

  • Se o contrato atingiu integralmente a finalidade proposta no termo de referência;

  • Se foram identificadas falhas ou irregularidades no cumprimento das obrigações por parte da empresa contratada.

O procedimento visa delimitar as responsabilidades e identificar os envolvidos em eventual prejuízo ao patrimônio público ou violação aos princípios da administração.

A reportagem busca contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e com a empresa Vieira e Rocha Comércio Atacadista para manifestação sobre o procedimento do Ministério Público.

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